Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

“Superdiamante” encontrado em meteoros é produzido pela 1ª vez

“Superdiamante” encontrado em meteoros é produzido pela 1ª vez

Pesquisadores afirmam ter sintetizado diamantes de estrutura hexagonal com sucesso. Encontrado historicamente em meteoritos, acredita-se que esse material seja mais duro que o diamante convencional. A quantidade obtida será usada em estudos, e os cientistas acreditam que esse cristal “superduro” poderá ter aplicações em dispositivos de alta tecnologia.

A dureza dessa e de outras substâncias sólidas é medida pela Escala de Mohs, que classifica minerais e pedras preciosas a partir de sua capacidade de arranhar ou serem arranhados por outros compostos. O diamante tem dureza 10, pode riscar todos do grupo, enquanto o talco tem 1, sendo o mais macio da escala.

Porém, cientistas estimam que alguns materiais podem estar além do 10 e serem capazes de riscar o diamante comum, feito de carbono disposto em estruturas cubicas. Dentre eles está o nitreto de boro wurtzita e a lonsdaleíta, substâncias escassas na natureza, o que dificulta os testes.

A lonsdaleíta é feita de carbono puro, como um diamante, mas seus átomos estão em uma estrutura hexagonal. Pesquisadores a encontraram pela primeira vez no meteorito Canyon Diablo, caído nos Estados Unidos há cerca de 50 mil anos. Acredita-se que a enorme força da colisão da rocha espacial com o solo tenha gerado pressão suficiente para formar esse raro material.

Em um estudo de abril deste ano, pesquisadores realizaram um experimento para produzir lonsdaleíta pura em laboratório. Apesar do avanço nos métodos de produção, as amostras obtidas foram extremamente pequenas.

Agora, uma nova equipe, em estudo publicado na revista Nature, anunciou ter conseguido sintetizar diamantes hexagonais em quantidade significativamente maior. Segundo os cientistas, foi possível produzir fragmentos de lonsdaleíta variando de um décimo até um milímetro, tamanho considerado suficiente para avaliar sua dureza em laboratório.

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