Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Terra pode ter uma nova “quase-lua”

Terra pode ter uma nova “quase-lua”

Um artigo publicado este mês na revista Research Notes of the American Astronomical Society (AAS) descreve a descoberta de uma possível “quase-lua” da Terra. Liderado pelos irmãos Carlos de la Fuente Marcos e Raúl de la Fuente Marcos, da Universidad Complutense de Madrid, na Espanha, o estudo, que ainda está em versão preliminar e não foi revisado por pares, sugere que o asteroide intruso pode ter acompanhado nosso planeta por décadas sem ser detectado. 

Foram também os irmãos de la Fuente Marcos que descobriram o pequeno asteroide 2024 PT5, uma ‘mini-lua’ temporária que orbitou a Terra por 53 dias no ano passado, fez uma breve reaproximação em janeiro deste ano e tem retornos previstos para 2055 e 2085. 

De acordo com a Sociedade Planetária, quase-luas são asteroides que, vistos da Terra, parecem orbitar o planeta como a Lua. Na prática, no entanto, eles orbitam o Sol e apenas acompanham temporariamente a Terra em seu movimento. É como se fossem “satélites provisórios” que se aproximam e se afastam de nós de maneira cíclica.

Se confirmado como uma quase-lua, o objeto recém-descoberto, denominado 2025 PN7, se juntará a outros seis satélites temporários conhecidos da Terra. Cada um tem um comportamento próprio em relação ao planeta, e o possível novo “membro da família” seria o menor e mais instável deles.

Segundo o site EarthSky, a quase-lua Kamo’oalewa, por exemplo, descoberta em 2016, é provavelmente um pedaço da Lua expelido em um impacto. Já no caso de 2025 PN7, a velocidade do objeto indica que ele é provavelmente um asteroide capturado do cinturão principal, situado entre Marte e Júpiter.

O corpo celeste tem apenas 19 metros de largura, sendo ligeiramente menor que o asteroide que explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. Com magnitude 26, seu brilho é muito fraco, visível apenas por telescópios potentes. “Ele é pequeno, tênue e suas janelas de visibilidade da Terra são bastante desfavoráveis, então não é surpreendente que tenha passado despercebido por tanto tempo”, disse Carlos ao site Live Science.

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