
Cientistas acreditam que a maioria das galáxias tem um buraco negro supermassivo em seu centro. Isso inclui a nossa casa, a Via Láctea, que orbita ao redor de Saggitarius A*. Cientistas da Universidade de Barcelona usaram o observatório Gaia, que está mapeando a nossa Via Láctea com maior precisão, afirmam que o comportamento das estrelas de um aglomerado chamado “Palomar 5” pode ser resultado de interação direta com um ou mais destes corpos ainda desconhecidos.
O aglomerado está localizado a mais ou menos 80 mil anos luz de nossa galáxia e é tido como um “fóssil”, devido ao seu formato esférico e sua altíssima densidade – ambas características de corpos celestes que praticamente nasceram junto com o universo.
A teoria é a de que esses aglomerados se formaram após “alguma coisa” bagunçar seus movimentos naturais. “Não se sabe, ainda, como esses ‘rios estelares’ nascem, mas uma ideia prevalecente é a de que eles passaram por alguma disrupção”, disse o astrofísico Mark Gieles, da Universidade de Barcelona.
Isso porque o cientista refere-se a dois objetos distintos: “rios estelares” e “aglomerados estelares” são normalmente associados uns com os outros, mas não são a mesma coisa. “Para entender como esses rios se formam, precisamos estudar um que fosse ligado a um sistema estelar. Palomar 5 é o único caso que encontramos, tornando ele um objeto ideal para entender essa formação”.
O aglomerado estelar Palomar 5 está em uma posição única: ele tem uma distribuição de estrelas bem ampla e bem flexível, com um desses “rios” (ou “correntes”, como os cientistas se referem) associados a ele, variando mais de 20 graus no céu. Por isso, Gieles e sua equipe estabeleceram simulações para determinar como as estrelas deste objeto foram parar na posição em que se encontram hoje.
Evidências recentes sugerem que alguns aglomerados estelares trazem buracos negros em suas regiões centrais. E tais objetos influenciam o movimento natural de qualquer estrela que interaja com eles.
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