Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Vida em Marte pode ser descoberta de forma simples com tecnologia já existente

Vida em Marte pode ser descoberta de forma simples com tecnologia já existente

Um artigo publicado nesta quarta-feira (13) no periódico científico Nature Partner Journal: Space Exploration propõe uma forma de detectar vida ativa em Marte e em outros planetas usando instrumentos que já estão a bordo de rovers. 

Desenvolvido pelo doutorando Solomon Hirsch e seu orientador, o professor Mark Sephton, do Imperial College London, na Inglaterra, o método aproveitaria o cromatógrafo gasoso com espectrômetro de massas (GC-MS), presente no rover Curiosity, da NASA, que investiga Marte há 13 anos, e o planejado para o rover Rosalind Franklin, da missão ExoMars, programada para ser lançada ao planeta vermelho pela Agência Espacial Europeia (ESA) em 2028. 

Essa é uma tecnologia que já voa em missões espaciais desde a década de 1970, tendo sido usada nas sondas Viking I e II.

A proposta chama atenção por dispensar a criação de novos instrumentos, economizando tempo e recursos. Segundo os pesquisadores, a técnica pode revelar sinais claros de organismos vivos ou recentemente mortos, não só em Marte, como também em luas de outros planetas, como Europa, de Júpiter, ou Encélado, de Saturno.

O funcionamento é baseado na detecção de um tipo específico de ligação química presente nas membranas celulares de bactérias e células eucarióticas. Esses componentes, conhecidos como lipídios polares intactos (IPLs), são encontrados na maioria da matéria biológica da Terra e seriam um alvo provável na busca por vida alienígena.

Quando o GC-MS analisa esses compostos, o resultado aparece como um pico bem definido no gráfico produzido pelo equipamento. Esse padrão é um forte indicativo da presença de vida viável. O detalhe crucial é que, após a morte do organismo, essa assinatura desaparece em poucas horas, tornando a técnica útil apenas para identificar vida ativa.

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