
Entre o início de outubro e meados de novembro, o cometa 3I/ATLAS está “escondido” no brilho do Sol, com quem terá um encontro próximo na quarta-feira (29), segundo estimativas. Durante esse período, é praticamente impossível para telescópios convencionais terem acesso ao visitante interestelar a partir da Terra.
No entanto, o astrônomo amador tailandês Worachate Boonplod, surpreendentemente, conseguiu detectá-lo. De acordo com a plataforma de climatologia e meteorologia espacial Spaceweather.com, ele identificou o cometa em imagens diárias captadas pelo coronógrafo CCOR-1, um instrumento instalado a bordo do satélite GOES-19, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que fica na órbita terrestre.
Desenvolvido para estudar a coroa solar (a camada mais externa e brilhante do Sol), o CCOR-1 é um tipo especial de câmera que bloqueia a luz intensa do disco solar, permitindo observar objetos que passam bem próximos da estrela, como cometas, e eventos do próprio astro, como ejeções de massa coronal (CME).
Graças a esse “filtro”, o coronógrafo conseguiu registrar o 3I/ATLAS mesmo enquanto ele cruzava a região iluminada ao redor do Sol, tornando-se invisível para os observadores terrestres.
A imagem captada pelo instrumento mostra o cometa dentro do quadrado de destaque à esquerda, como um ponto brilhante com uma leve difusão ao redor, indicando sua coma, sem cauda visível.
Os dados obtidos permitirão que os cientistas acompanhem seu brilho e sua atividade enquanto ele se aproxima do periélio, o ponto mais próximo do Sol. Essa fase é especialmente interessante porque a intensa radiação solar pode provocar o aquecimento e a fragmentação do cometa, liberando poeira e gases que ajudam os astrônomos a entender melhor sua composição – como aconteceu com o “forasteiro” mais recente, o cometa 2I/Borisov.
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