10 coisas que você precisa saber sobre Narcos

A menos de uma semana da estreia de Narcos (os dez episódios da primeira temporada estarão disponíveis a partir da próxima sexta-feira, 28 de agosto, na Netflix), a gente resolveu fazer uma listinha de 10 coisas que você precisa saber sobre a badalada produção.
Que a série acompanha a ascensão do narcotráfico na Colômbia – com consequências nos Estados Unidos – você já sabia. Que a produção executiva é de José Padilha (Tropa de Elite), com Wagner Moura no papel de Pablo Escobar também, certo?
Mas você sabia que o ator brasileiro não é exatamente o protagonista? Confira essa e outras curiosidades abaixo.
Não se engane: mesmo com produção executiva de José Padilha, que dirige os dois primeiros episódios, o showrunner Chris Brancato (roteirista de Hannibal) é o criador da série, ao lado de Adam Fierro (The Walking Dead). Narcos é uma produção internacional para o mercado mundial da Netflix. E o inglês é a língua dominante. Cerca de 60% da série é falada no idioma de Shakespeare, enquanto os demais 40% são interpretados na língua de Gabriel García Márquez. E nada de Machado de Assis. Entendeu?
Embora Pablo Escobar seja a figura central para entender o surgimento e o boom do narcotráfico, a série é contada do ponto de vista de um agente da DEA (Drug Enforcement Administration), o BOPE dos EUA a instituição norte-americana responsável pelo combate às drogas – a mesma de Hank Schrader (Dean Norris), de Breaking Bad. Esse é o papel de Boyd Holbrook, como Steve Murphy, policial que existiu “de verdade”. É ele o verdadeiro protagonista de Narcos.
Contemplando um período que vai do fim dos anos 1970 até os 1980, Narcos não poupa críticas à política externa norte-americana em relação à América Latina, sobretudo aos governos Richard Nixon (1969-1974) e Ronald Reagan (1981 a 1989). Eles pouco se importaram com a chegada do pó nos Estados Unidos, nem mesmo quando uma onda de violência se alastrou pelas cidades estadunidenses. Para os políticos, o comunismo era uma ameaça muito mais “perigosa” – o que, inclusive, levou os EUA a apoiar ditaduras de direita por aqui. Somente quando se deram conta do volume da evasão de dólares (a voz do dinheiro) do país para a Colômbia é que resolveram intervir. E Narcos não perdoa. Yes!
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