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Cinema · · 2 min de leitura ·

A Cidade Onde Envelheço vence o Festival de Brasília

A Cidade Onde Envelheço vence o Festival de Brasília




Em meio à expectativa em torno da possível premiação de Martírio, documentário sobre a questão indígena aclamado pelo público, quem levou a melhor foi uma coprodução entre Brasil e Portugal rodada em Belo Horizonte. A Cidade Onde Envelheço, novo trabalho da diretora Marília Rocha, foi o grande vencedor do 49º Festival de Brasília, com quatro estatutas: filme, direção, atriz e ator coadjuvante.

A cerimônia de premiação foi tipicamente pernambucana, graças à exibição da cópia restaurada de Baile Perfumado, em comemoração aos 20 anos de sua vitória no próprio Festival de Brasília. Os diretores Lírio Ferreira e Paulo Caldas estiveram presentes e relembraram a importância do longa-metragem para toda uma geração de cineastas pernambucanos que estaria por vir, como Cláudio Assis (Amarelo Manga), Marcelo Gomes (Cinema, Aspirina e Urubus), Kleber Mendonça Filho (Aquarius) e Gabriel Mascaro (Boi Neon). A Orquetra Popular Marafreboi ainda fez apresentações, antes e depois da exibição, ao som de "A Praieira", de Chico Science, e da música-tema do próprio filme.

Outro destaque da noite foi a entrega da medalha Paulo Emílio Salles Gomes a Jean-Claude Bernardet, pelos serviços prestados ao cinema. Aplaudido de pé, o crítico e ator agradeceu a premiação: "Esta medalha resume minha vida. Porque ela começou realmente quando encontrei em 1958, na Cinemateca Brasileira". Bernardet aproveitou a oportunidade para denunciar os problemas financeiros enfrentados pela Cinemateca e, mais uma vez, protestar contra o governo Temer: "Estamos dentro de uma bolha, uma realidade lá fora nos oprime. Tem que ser um embrião de manifestação dos profissionais do audiovisual".

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