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Cinema · · 2 min de leitura ·

Alguns personagens masculinos da Disney falam mais do que você imagina

Alguns personagens masculinos da Disney falam mais do que você imagina




E pasme: isso só começou depois de A Pequena Sereia! Branca de Neve, Cinderela e Aurora não tiveram esse problema.

Por que os personagens são tão obcecados pela aparência de Branca de Neve? Por que a Cinderela não tem nenhum talento ou hobbies? E por que a Bela Adormecida não faz mais nada, além de ser 'dopada' e esperar resgate? Aos olhos modernos, o clássico trio de princesas da Disney – cujos filmes foram lançados em 1937, 1950 e 1959 – são bastante retrógrados.

Toda uma geração divide a franquia de princesas da Disney. Depois que A Bela Adormecida foi lançada em 1959, os estúdios levaram 30 anos até lançarem outra animação protagonizado por uma princesa. Nessas três décadas, Walt Disney faleceu, o pensamento feminista aflorou e Martin Luther King marchou para Washington em prol dos direitos humanos. Então, em 1989, quando a Disney finalmente lançou A Pequena Sereia, a crítica elogiou a heroína moderna, que pensa e age de forma independente, e até rebelde, querendo sair de casa.

Entretanto, em um aspecto, a história de Ariel representava um retrocesso no gênero das princesas. Em um filme centrado em uma jovem mulher, tem muitos homens falando. Este foi o primeiro longa-metragens protagonizado por uma princesa da Disney, no qual homens falaram mais do que mulheres. E muitos outros se seguiram.

Tudo bem que, na trama de A Pequena Sereia, a jovem perdeu a voz para poder ganhar pernas de Ursula e ir atrás de Eric, mas nas cinco animações seguintes do estúdio, as mulheres falaram ainda menos. Segundo o estudo das linguistas Carmen Fought e Karen Eisenhauer, que trabalharam em um projeto para analizar o diálogo das princesas da Disney, em geral, os homens têm três vezes mais falas que as mulheres – e não estamos só falando dos príncipes e princesas protagonistas.

É curioso pensar que em Branca de Neve e os Sete Anões, personagens femininos e masculinos falam cerca de 50% das falas cada. Em Cinderela, esse número aumenta para as mulheres: 60% a 40%. Já em A Bela Adormecida, as mulheres falam cerca de 71% dos diálogos totais – e olha que a protagonista fica metade do longa adormecida!

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