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Cinema · · 2 min de leitura ·

Arquidiocese do Rio veta imagens do Cristo Redentor em segmento de Padilha para Rio, Eu Te Amo

Arquidiocese do Rio veta imagens do Cristo Redentor em segmento de Padilha para Rio, Eu Te Amo




Em resposta, em entrevista ao jornal Globo, cineasta e ator Wagner Moura classificam atitude como "censura" e criticam “falta de sofisticação intelectual” da Igreja Católica.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro, que detém os direitos de imagem do Cristo Redentor, vetou o uso da figura da estátua no segmento dirigido por José Padilha para o filme Rio, Eu Te Amo. A informação é do Jornal O Globo.

A assessoria de imprensa da Arquidiocese disse à publicação que “há cenas no filme em questão que foram consideradas ofensivas à imagem do Cristo e, consequentemente, à casa dos católicos”. Detalhes sobre os possíveis "insultos" ou mesmo a transcrição do episódio, no entanto, não estão disponíveis.

No filme em questão, intitulado Inútil Paisagem, um instrutor de asa delta (Wagner Moura) salta da Pedra Bonita e analisa sua relação com as pessoas e a cidade do Rio. Durante o voo, ele “reclama” da vida com o Redentor – inserido em cena a partir de chroma key.

Em resposta conjunta ao jornal, diretor e ator classificaram a atitude como "censura". “Em nosso episódio, a estátua é mostrada como um símbolo da cidade, e não como símbolo religioso. Assim como se passa com todas as propagandas turísticas que mostram o Redentor. São propagandas do Rio de Janeiro, e não da religião católica”.

A dupla vai ainda mais longe na discussão: “como atesta a história da Igreja Católica, até dizer que o sol está no centro do sistema solar pode ser considerado crime hediondo, a ser punido com a morte na fogueira. Usar camisinha durante a epidemia de Aids, ou mesmo ser homossexual, é pecado … A Igreja Católica atual não tem grande sofisticação intelectual”.

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