Blade Runner 2: Diretor fala sobre Harrison Ford, medos e autonomia que a sequência terá do filme original

Denis Villeneuve irá assumir o cargo que foi de Ridley Scott em Blade Runner, o Caçador de Andróides.
O cineasta canadense Denis Villeneuve conta com trabalhos elogiados em sua filmografia, como o drama indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro Incêndios (2010) e o suspense Os Suspeitos (2013), com Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal. O suspense policial Sicario: Terra de Ninguém, com Emily Blunt, Josh Brolin e Benicio Del Toro, conquistou ótimas críticas no Festival de Cannes, onde Villeneuve foi indicado à Palma de Ouro.
Por conta de suas credenciais, é animador pensar que Villeneuve irá mudar de ares ao dirigir a sequência de um dos maiores filmes de ficção científica de todos os tempos: Blade Runner, o Caçador de Andróides, um dos grandes clássicos da filmografia de Ridley Scott junto com Alien, o 8º Passageiro e Gladiador.
Depois de ficar anos no estágio de desenvolvimento, o projeto de rodar Blade Runner 2 saiu do papel quando Scott decidiu apenas produzir o filme e entregar o cargo de diretor para Villeneuve, que irá adaptar para os cinemas o roteiro escrito por Hampton Fancher, autor do roteiro do filme original. As filmagens começam entre junho e setembro de 2016.
Em entrevista para o site Collider, Villeneuve deu detalhes sobre suas motivações, receios e expectativas para Blade Runner 2.
O cineasta revelou que se sentiu receoso quando recebeu o convite para comandar o filme, pois sempre foi fã do longa-metragem original: "Fiquei mais do que nervoso. Fiquei com um medo profundo. Quero dizer, quando eu ouvi falar que Ridley Scott iria fazer mais um filme no universo Blade Runner, minha primeira reação foi pensar que era uma ideia fantástica, mas poderia ser uma péssima ideia. Eu estou entre os fãs ferrenhos de Blade Runner. Blade Runner é um dos meus filmes favoritos em todos os tempos. É um filme que está ligado ao meu amor e paixão pelo cinema. Eu venho de uma pequena cidade em Quebec, num tempo em que não havia internet e a maneira de ficar em contato com o cinema americano era por meio de revistas como 'Fantastic Films' e 'Starlog', e eu ainda me lembro do choque, do impacto de ver aqueles primeiros frames, as primeira imagens de Blade Runner. Eu e meus amigos estávamos em êxtase, muito animados, e o filme foi uma forte experiência cinematográfica. Uma nova maneira de assistir ficção científica".
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