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Cinema · · 2 min de leitura ·

Boi Neon: “Se estiver achando ruim, levanta e sai”, provoca Juliano Cazarré (exclusivo)

Boi Neon: “Se estiver achando ruim, levanta e sai”, provoca Juliano Cazarré (exclusivo)




Ator comenta polêmicas das cenas de nudez e sexo do filme brasileiro premiado no exterior que acaba de estrear nos cinemas.

Enquanto o homem costura, a mulher dirige; quando o rapaz passa roupa, ela conserta o caminhão; o macho alisa o próprio cabelo, mas ela se orgulha das madeixas pixaim. Tudo isso num agreste em pleno desenvolvimento econômico. Bagunçando as noções de gênero e golpeando o clichê do nordeste miserável, o diretor Gabriel Mascaro (Ventos de Agosto) acaba de colocar nos cinemas, nessa quinta, 14, seu mais recente filme, Boi Neon.

Laureado em Veneza (com o prêmio especial do júri para o diretor), Toronto (com menção honrosa na primeira mostra competitiva do festival, onde o AdoroCinema pode conferir a produção) e no Festival do Rio (filme, roteiro, fotografia e atriz coadjuvante para Alyne Santana), o longa é protagonizado por Juliano Cazarré.

Ele vive um assistente das apresentações da vaquejada, que percorre o Nordeste ao lado de Galega (Maeve Jinkings) e da filha dela, a menina Geise (Alyne), mas que quer mesmo é ser estilista (?!) do Pólo de Confecções do Agreste. Por onde passou, o filme também levantou poeira por conta das cenas de nudez (masculinas) e sexo (com uma grávida).

O AdoroCinema conversou por telefone com o ator sobre esses e outros assuntos: “O fundamental, para o Gabriel e para mim, é contar essa história doida, contar essa história torta, questionadora. E as pessoas vão ter que dormir com esse barulho. Lida com isso! Se tiver achando ruim, levanta e sai”. Confira.

AdoroCinema: Como você chegou no sotaque e nas expressões idiomáticas, que são tão ricas para a linguagem do filme?

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