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Cinema · · 2 min de leitura ·

“BugiGangue no Espaço aposta no senso de humor e na brasilidade”, afirma o diretor Alê McHaddo (Entrevista exclusiva)

"BugiGangue no Espaço aposta no senso de humor e na brasilidade", afirma o diretor Alê McHaddo (Entrevista exclusiva)




Conversamos sobre a animação brasileira, que chega ao circuito comercial nesta quinta-feira, 23 de fevereiro.

Uma História de Amor e Fúria, As Aventuras do Avião Vermelho, Até que a Sbornia nos Separe, O Menino e o Mundo. Se a animação brasileira tem despontado nos últimos anos também em longa-metragem, conquistando prêmios mundo afora, falta ainda aquele filme que consiga atrair um bom público. Algo que, desde o início, sempre foi uma das metas do diretor Alê McHaddo com seu primeiro longa-metragem: BugiGangue no Espaço.

"A indicação do Alê Abreu para o Oscar [com O Menino e o Mundo] foi super bem-vinda para o nosso mercado, mas a gente ainda não tinha uma animação de entretenimento. A animação brasileira é conhecida ou por ser adulta, como Wood & Stock e Até que a Sbornia nos Separe, ou uma animação mais infantil poética, que são super fortes. O Brasil tem essa tradição, mas a gente nunca teve uma animação que pudesse se posicionar nessas animações de entretenimento que são os blockbusters."

Sim, Alê pensa grande – e não foi a toa que topou lançar seu longa de estreia em meio ao sucessos já estabelecidos Moana e Lego Batman. "A gente vai ter um lançamento bacana, em 400 salas. É óbvio que não tenho como produzir com US$ 2 milhões, que é mais ou menos o nosso orçamento, e comparar com uma animação de US$ 200 milhões como Moana. Sabendo disso, eu mirei totalmente no senso de humor, na história em si, no carisma dos personagens… Porque, no final das contas, o público não quer saber quanto custou, ele quer se divertir e vai escolher um filme que vai entretê-lo melhor, que tem mais a ver com ele. Então eu aposto no senso de humor, na brasilidade e no diferencial da história."

Confira abaixo os principais destaques da entrevista exclusiva concedida pelo diretor Alê McHaddo ao AdoroCinema.

Por mais que BugiGangue no Espaço seja a primeira aventura destes personagens em longa-metragem, na verdade eles estão no imaginário do diretor há muitos anos. "A primeira aparição do Gustavinho foi no videogame, 21 anos atrás, num jogo que tinha até a Marisa Orth", lembra o diretor. "Naquela época eu fazia videogame porque era o mais perto que conseguia chegar do cinema. Então era um jogo de desenho animado, com filmagem e que contava uma história bem linear, um estilo de jogo bem narrativo."

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