Cannes 2013: Cineasta brasileiro fala sobre seu filme na competição e o novo projeto

Ele é baiano, radicado em Curitiba, mas seu destino é o mundo. Prova disso é que Aly Muritiba está aqui na festa mundial do cinema com o curta Pátio, segunda obra da 'trilogia do cárcere". Nós batemos um papo com ele sobre a obra, a estreia no evento e os próximos projetos. Veja como foi!
Sem longas na competição oficial, o Brasil marcou presença no Festival de Cannes 2013, representado pelo curta Pátio. Segundo filme da trilogia idealizada pelo cineasta baiano Aly Muritiba e iniciada com o premiado curta A Fábrica (pré-selecionado para o Oscar), ele foi exibido na competição oficial da Semana da Crítica neste sábado, 18. O AdoroCinema estava lá e aproveitou para bater um papo com diretor, logo após a sessão, apesar da chuva que insistia em molhar muiiito as pessoas.
Está sendo ótimo. Fazia ideia de que era grande, mas é impressionante o tamanho da estrutura aqui. Sabia que seria importante para meu filme, mas não que iria repercutir tanto. O foco ficou na gente (tem dois curtas em Cannes e nenhum longa) e a repercussão está sendo fenomenal. Minha impressão sobre o festival está além do que eu imaginava.
De onde veio a ideia de ser tornar cineasta, uma vez que você revelou depois ter sido um agente penitenciário?
O mais estranho é como eu me tornei agente, porque sou historiador de formação, dava aula de história, ia me mudar para Curitiba desempregado… Aí fiz o primeiro concurso público que apareceu, porque eu precisava me manter. Virei agente penitenciário. Lá dentro sobrava tempo, vi um vestibular para Cinema e, pra ocupar meu tempo, fui estudar. Na faculdade percebi que o negócio era bacana e, ao começar a produzir, não parei mais.
Quando você resolveu fazer o primeiro curta ele já surgiu como parte de uma trilogia?
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