Charlie Hunnam diz que desistiu do papel de Christian Grey em Cinquenta Tons de Cinza por medo de falhar

Ator de Sons of Anarchy disse que conflitos na agenda quase lhe causaram um "colapso nervoso" e que ter abandonado o papel do magnata entusiasta do BDSM foi "doloroso".
Charlie Hunnam estava prestes a fazer o papel que lhe daria a maior repercussão de sua carreira nos cinemas, mas desistiu de interpretar o sadomasoquista Christian Grey em Cinquenta Tons de Cinza em outubro do ano passado, apenas um mês depois de ter sido anunciado no filme. Na época, o abandono da produção baseada no livro de E. L. James foi justificada por conflitos de agenda com o trabalho de Hunnan na série Sons of Anarchy e nas filmagens de Crimson Peak, de Guillermo del Toro.
Posteriormente, levantou-se a hipótese de Hunnam ter desistido de Cinquenta Tons de Cinza por causa de sérias divergências criativas com a diretora Sam Taylor-Johnson e por estar cansado do assédio da imprensa.
Agora, Hunnam decidiu esclarecer alguns pontos de sua decisão e disse que quase teve um "colapso nervoso" antes de deixar o filme.
"Em primeiro lugar, eu não teria assinado com o filme se eu não quisesse fazê-lo", disse o ator em entrevista ao site Moviefone, que depois pondera que aquele foi "um tempo muito, muito difícil" de sua vida. Ele sugeriu que nunca teve nenhum problema com a cineasta responsável por Cinquenta Tons de Cinza e que sempre admirou o senso artístico de Taylor-Johnson.
Em seguida o ator ainda disse que o misterioso bilionário Christian Grey tinha lhe fascinado como personagem: "Eu me apaixonei, criativamente. Eu comecei a discutir sobre isso e ficava muito animado. Eu me apaixonei pelo personagem, comecei a projetá-lo e fiquei intoxicado. É assim que eu trabalho: encontro um personagem que eu amo e começo a pensar nisso o tempo inteiro".
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