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Cinema · · 2 min de leitura ·

Cine Ceará 2014: Terceira noite tem Equador Vs. Homem de Aço e ‘casting’ de cachorro

Cine Ceará 2014: Terceira noite tem Equador Vs. Homem de Aço e ‘casting’ de cachorro




Em competição, festival exibiu No Robarás, longa equatoriano representante de filmografia emergente; e curtas De Castigo e O Relâmpago e a Febre, protagonizado por um ‘cachorro aposentado’. Noite ainda teve homenagem a João Batista de Andrade.

No Robarás (a menos que sea necesario). E, para Lucía (Vanessa Alvario), foi. A estudante de 15 anos vê sua mãe ser presa, depois que a cabeleireira acidentalmente fere o padrasto da menina, um homem violento. A jovem, então, se vê em uma situação precária, em que tem que cuidar dos três irmãos pequenos enquanto tenta tirar a mãe do confinamento.

“No Equador não há uma política pública de assistência a adolescentes e crianças sem pais”, relata a atriz protagonista, que apresentou o filme na terceira noite de competição do Cine Ceará, nesta segunda-feira, 17. (Por seu trabalho, Alvario recebeu o troféu de melhor atriz no último Festival de Havana). Já a respeito da produção cinematográfica, pelo menos, o governo nacional tem se empenhado em dar apoio financeiro, segundo o curador da mostra de longas-metragens do festival, Alfredo Calvino.

“Desde o [presidente Rafael] Correa [2007-atual], há uma preocupação em dar suporte ao cinema no país, a partir de uma legislação própria”, com o Conselho Nacional Cinematográfico do Equador, aponta o responsável pela seleção desse tipo de filme. “Até então, o único realizador do país realmente conhecido era o diretor Sebastian Cordero (Pescador)”, cuja segunda obra, Crónicas (2004), foi premiada em Sundance e selecionada para o prestigiado Festival de Cannes.

A atriz e o curador estimam que hoje haja cerca de 350 salas de cinema no país, que tem aproximadamente 15 milhões de habitantes. E são produzidos cerca de dez longas-metragens por ano por lá, ainda de acordo com os dois. Assim, como no restante da América Latina (no mundo?), a competição com Hollywood é inevitável.

No Robarás estreou em circuito comercial em Quito em 2013 na mesma semana que Homem de Aço. “Estreamos em poucas salas e ficamos apenas três semanas em cartaz, mas a média de público foi boa, sobretudo composto por jovens”, comemorou Alvario. Mas Calvino estima que menos de 5% do público total investe em bilhetes de produções nacionais.

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