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Cinema · · 2 min de leitura ·

Cine PE: Após cinco anos de espera, Bonitinha, mas Ordinária chega aos cinemas

Cine PE: Após cinco anos de espera, Bonitinha, mas Ordinária chega aos cinemas




Foi uma longa espera. Em março de 2008, o produtor Diler Trindade, o diretor Moacyr Góes e os atores João Miguel e Letícia Colin concederam uma entrevista coletiva no Odeon, tradicional cinema do Rio de Janeiro, para falar sobre o início das filmagens de Bonitinha, mas Ordinária. Cinco anos depois, o longa-metragem enfim foi exibido pela primeira vez ao público na quinta noite do Cine PE 2013.

Da esquerda para direita: Diler Trindade, Gracindo Jr., Letícia Colin e Moacyr Góes

Logo na apresentação, Moacyr Góes alertou o público: "Fiz o meu Nelson", se referindo ao autor da peça teatral na qual o filme é baseado, Nelson Rodrigues. O diretor ainda ressaltou o trabalho de Letícia Colin, que derrotou cerca de 50 garotas para ficar com o papel. "Não é qualquer atriz que se entrega desta forma", comentou.

Repleto de cenas em close, Bonitinha, mas Ordinária passou por uma atualização nesta nova versão. A famosa cena da curra agora acontece em plena favela carioca, após um baile funk. Mudanças no personagem Peixoto e uma maior valorização à famosa frase "O mineiro só é solidário no câncer", de Otto Lara Rezende, são novidades facilmente percebidas por quem conhece o material original. O elenco conta ainda com Leandra Leal, Gracindo Jr. e Leon Goes.

Na coletiva realizada na manhã de hoje, 1º de maio, Diler Trindade e Moacyr Góes explicaram o porquê de tamanha demora para que o filme chegasse aos cinemas. Produtor e diretor ainda trouxeram detalhes sobre o projeto. O AdoroCinema estava lá!

O porquê do longa-metragem chegar aos cinemas apenas cinco anos após a realização das filmagens foi explicado em detalhes por Diler Trindade. "Quando resolvemos filmar Bonitinha, mas Ordinária já havia imaginado que seria difícil conseguirmos recursos, porque o cinema nacional havia ficado muito pudico. Começamos a produzir e filmamos, mas ainda sem dinheiro. Quando temos o elenco ideal, com as agendas fechadas, temos que filmar. Então fui pegar dinheiro emprestado com agiota, pagando 3% ao mês, e depois fui ao mercado captar. Sempre gostei de fazer isto porque acho que é mais fácil vender o filme quando já existem cenas que possam ser exibidas. Só que o investimento passa pelos homens de marketing das empresas e eles achavam que o filme era pesado demais, então tive muitas dificuldades. Perdemos alguns editais também. Foram quatro anos de captação e muita dificuldade.

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