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Cinema · · 3 min de leitura ·

Coletiva com Selton Mello

Coletiva com Selton Mello




Homenageado na 15ª Mostra de Tiradentes, Selton Mello fala sobre sua carreira de diretor e ator.

Selton Mello é o grande nome da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Homenageado pelos 30 anos de carreira, o ator e diretor se emocionou na cerimônia de abertura, quando foi às lágrimas após a exibição de um vídeo com cenas de vários filmes em que atuou. No dia seguinte participou de um seminário, com presença do público e da crítica, onde conversou sobre sua carreira. Mais uma chance para novas homenagens, desta vez vindas de seus fãs do outro lado da telona.

O Adoro Cinema esteve presente em ambos os momentos e ainda participou de uma coletiva com o ator. Os melhores trechos destas várias conversas você pode conferir logo abaixo. Boa leitura!

”Fico muito contente. Tenho 39 anos de idade, só que há mais de 30 eu faço isto. Desde criança sou ator, comecei fazendo comerciais, cantando em programa de calouro infantil. Depois fiz novela, dublagem, teatro e cinema. Então, apesar de novo, já tenho quilometragem. Receber uma homenagem é um incentivo e tanto para seguir adiante.”

Selton Mello também falou sobre a constante insatisfação que tem como artista, que por vezes coloca seu próprio trabalho em questão. Algo amenizado por uma homenagem como a recebida em Tiradentes. ”A grande verdade é que o tempo todo penso em desistir de tudo. Quando você é homenageado, aí você pensa que faz direito. Quando você faz um filme legal, você pensa em ir adiante. Esta insatisfação é da natureza do artista. Sou um artista como qualquer outro, sempre quero mais, que podia melhorar, que no próximo posso dar um salto maior e é assim que vou indo.”

De formação televisiva, Selton Mello hoje apenas trabalha na telinha em projetos especiais, especialmente séries de curta duração. O ator falou um pouco sobre como foi esta migração da TV rumo ao cinema. ”1998 foi meu ano de ouro como ator, o ano mais feliz que tenho na lembrança. Tinha 25 anos e nele fiz O Auto da Compadecida e Lavoura Arcaica. Ariano Suassuna e Raduan Nassar, Guel Arraes e Luiz Fernando Carvalho, que foram caras que fizeram muito a minha cabeça. Fiz uma novela em 1999 chamada “Força de um Desejo”, que foi minha última novela, e nela me sentia um burocrata. Ia, recebia meu salário, passava o crachá, decorava o texto, ia para casa… Depois de oito meses comecei a me perguntar o que porquê de estar fazendo isto. Não combinava com arte. Foi a partir dali que trilhei o caminho do cinema, mas muito favorecido com a grandeza de coisas que vivi no Lavoura e no Auto.”

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