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Cinema · · 2 min de leitura ·

Diário de Brasília: Hermila Guedes brilha em Era uma Vez Eu, Verônica

Diário de Brasília: Hermila Guedes brilha em Era uma Vez Eu, Verônica




Atriz é o grande destaque do novo filme do diretor Marcelo Gomes, ovacionado pelo público após a sessão.

O favorito chegou e fez bonito. Era uma Vez Eu, Verônica, o filme mais aguardado da mostra competitiva de longa-metragens de ficção, foi exibido ontem à noite no Teatro Nacional Cláudio Santoro, arrancando aplausos entusiasmados do público após a sessão.

A exibição contou com a presença do diretor Marcelo Gomes, da protagonista Hermila Guedes e de boa parte da equipe técnica. Entretanto, quem roubou a cena foi a produtora Sara Silveira. Ícone do cinema brasileiro independente, por ter trabalhado em vários filmes de diretores iniciantes, ela se emocionou no palco ao dedicar a sessão ao diretor Carlos Reichenbach, parceiro de trabalho que faleceu em 14 de junho deste ano.

O longa-metragem traz a história de Verônica, uma jovem de classe média que mora com o pai e terminou a faculdade de medicina recentemente. Prestes a iniciar residência em um hospital público, ela precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta.

Através de um personagem contemporâneo, Marcelo Gomes apresenta um perfil da mulher moderna, que precisa se dividir entre casa e trabalho sem deixar de lado o prazer pessoal. Este último ponto surge a partir de tórridas cenas de sexo, que servem de válvula de escape para que Verônica abstraia dos problemas do dia a dia. Há ainda mais uma particularidade dos dias atuais: Verônica não busca amor, mas sexo. Ela está interessada apenas em saciar a libido, não em um relacionamento sério.

Hermila Guedes na apresentação de Era uma Vez Eu, Verônica (foto: Junior Aragão)

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