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Cinema · · 2 min de leitura ·

Enquete da Semana: Maioria dos votantes não aprova o veto da Igreja ao curta de José Padilha em Rio, Eu Te Amo

Enquete da Semana: Maioria dos votantes não aprova o veto da Igreja ao curta de José Padilha em Rio, Eu Te Amo




Inútil Paisagem, estrelado por Wagner Moura, corre o risco de não fazer parte do longa que homenageia a "cidade maravilhosa".

Por conta da polêmica envolvendo a produção do aguardado longa Rio, Eu Te Amo, José Padilha e Igreja Católica, o AdoroCinema perguntou na Enquete da Semana se os leitores cinéfilos concordavam ou não com o veto ao uso da imagem do Cristo Redentor no curta do diretor de Tropa de Elite.

Refrescando a memória, a crise é a seguinte: Convidado a fazer parte do longa coletivo Rio, Eu Te Amo, José Padilha decidiu usar em sua narrativa o Cristo Redentor, ponto turístico da capital fluminense conhecido mundialmente. Filmou, editou e… a Igreja Católica não gostou. Alegando que “há cenas no filme em questão que foram consideradas ofensivas à imagem do Cristo e, consequentemente, à casa dos católicos”, a entidade proibiu a aparição da estátua no filme.

Segundo fontes, na trama de Padilha um instrutor de asa delta (Wagner Moura) salta da Pedra Bonita e analisa as pessoas e a cidade, travando uma espécie de diálogo com o famoso ponto turístico. Ele desabafa, solta alguns palavrões e cobra do Redentor uma participação maior na sociedade.

A Igreja vetou, o diretor e Wagner Moura reclamaram, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que tentaria resolver o impasse e nada mais foi falado sobre o tema desde então. Rio, Eu Te Amo estreia dia 11 de setembro e o nome de Padilha não consta no cartaz oficial.

"Se a Igreja detém os direitos de imagem, está em seu poder permitir ou proibir a exibição (apesar de achar essa posse muito contraditória para um país que se diz laico). Não assisti ao curta, então não sei como Padilha usa a imagem, mas o que me incomoda é a possibilidade de a Igreja estar tomando uma posição defensiva devido ao medo de "manchar" o próprio nome (que já foi erguido em pilares frágeis). Neste caso, seria bastante antiético e injusto com o trabalho da equipe e com os espectadores." – Barbara Martins

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