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Cinema · · 3 min de leitura ·

Entrevista com Ana Rieper, diretora de Vou Rifar Meu Coração

Entrevista com Ana Rieper, diretora de Vou Rifar Meu Coração




Apaixonada pela música brega, o diretora Ana Rieper conversou com exclusividade com o AdoroCinema sobre seu novo documentário, Vou Rifar Meu coração.

Vou Rifar Meu Coração marca a estreia em longas-metragens da diretora Ana Rieper. Após exibir o filme no Festival de Brasília, na Mostra de São Paulo, na Mostra Tiradentes e em alguns eventos fora do Brasil, ela finalmente coloca sua produção no circuito comercial. Antes da estreia, Rieper se reuniu com o AdoroCinema para um bate papo exclusivo sobre o longa, que traça um panorama sobre a história da música romântica, ou brega, em todo Brasil. Conta com depoimentos de nomes marcantes como Wando, Amado Batista, Nelson Ned, Walter de Afogados e Rodrigo Mell, além do polêmico Lindomar Castilho. Confira a conversa na íntegra:

Você conseguiu reunir um grande número de artistas para dar depoimento em seu filme. Como foi esse processo?

A escolha dos artistas teve a ver com a própria trajetória de realização do filme, que levou um tempo para ser feito. Escrevi uma primeira versão do roteiro em 2003 e fui ao longo desses anos desenvolvendo o projeto. Eu iria, inicialmente, fazer um filme com os artistas mais contemporâneos e desconhecidos. Foi quando eu li o livro “Eu Não Sou Cachorro Não”, do Paulo César de Araújo, que acabou sendo uma grande referência. Foi ali que eu conheci a história dos personagens Agnaldo Timóteo, Odair José, Waldick Soriano e tantos outros. A partir daí eu escolhi os artistas que achava mais relevantes no gênero e parti pra conversas com eles. Cheguei a conversar muito com o Waldick, que durante um tempo era personagem central, mas aí ele morreu. Então a ideia do filme foi se modificando. Acho que a base maior dessa participação dos artistas é do que eu chamo do “brega clássico”, com o pessoal dos anos 70. 

Numa triste coincidência, o seu filme acabou sendo um dos últimos registros do Wando. Como foi o seu contato com ele?

O contato com o Wando (foto abaixo) foi sempre muito fácil, muito prazeroso. Ele sempre esteve muito disponível e a equipe inteira saiu da entrevista muito feliz. Ele era um cara muito gentil e eu acho que a gente tem uma imagem um pouco idealizada dos grandes nomes da música e da arte, cuja personalidade só chega pra gente através da mídia. E no filme ele falou de uma perspectiva muito pessoal. Ele fala sobre as experiências de abandono e de tristeza no amor, e como era a relação com as mulheres. 

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