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Cinema · · 3 min de leitura ·

Entrevista exclusiva – Diretor Carlos Gerbase fala sobre o filme brasileiro Menos que Nada

Entrevista exclusiva - Diretor Carlos Gerbase fala sobre o filme brasileiro Menos que Nada




Após ter dois filmes lançados pela Casa de Cinema de Porto Alegre – Tolerância e Sal de Prata -, o diretor Carlos Gerbase resolveu deixar a empresa e lançar uma produtora própria, a Prana Filmes. É através dela que rodou 3 Efes e Menos que Nada, que chega aos cinemas brasileiros em 20 de julho. Em visita ao Rio de Janeiro para a pré-estreia na cidade, o diretor concedeu uma entrevista exclusiva ao AdoroCinema. O resultado você pode conferir logo abaixo.

Da esquerda para a direita: Rosanne Mulholland, Felipe Kannenberg, Branca Messina, Carlos Gerbase e Elisa Volpatto

Menos que Nada segue a mesma proposta explorada por Carlos Gerbase em seu filme anterior, 3 Efes, com o longa-metragem sendo lançado simultaneamente nos cinemas, na TV fechada, em DVD e na internet. O diretor contou como surgiu a ideia. "Esta proposta tem origem na experiência da Casa de Cinema de Porto Alegre com lançamentos tradicionais. Acho que este tipo de lançamento para filmes que não tem dinheiro e mídia suficientes é um tiro no pé, pois a grande maioria nasce na sexta-feira e está morta na segunda. Isto é muito triste, para os realizadores inclusive, que ficam quatro anos fazendo um filme e, quando vão lançá-lo, recebem um balde de água fria. O que deveria ser um momento de alegria acaba sendo de decepção."

Gerbase comentou ainda sobre a incoerência do atual modelo de lançamento do cinema nacional. "90% dos filmes brasileiros não dão certo. Os que dão certo são aqueles que recebem um apoio de marketing suficiente para fazer com que estes primeiros três dias tenham público. Ou seja, importamos para o Brasil o modelo norte-americano do primeiro fim de semana. Só que temos que importar também todo o dinheiro usado no lançamento para que um filme possa se sustentar neste período. Do jeito que fazemos aqui considero uma burrice sem tamanho."

O diretor contou ainda como nasceu a proposta das múltiplas plataformas ao fazer seu filme anterior. "Fiz em 2007 um filme chamado 3 Efes, muito pequeno, bem menor que Menos que Nada. Era um filme que não teria nenhuma chance no mercado de salas. Estou repetindo o modelo porque acho que deu certo. 3 Efes fez 2.500 pessoas nas salas de cinema e 135 mil na internet. Qual plataforma você vai privilegiar quando for lançar outro filme?", perguntou.

"É claro que quero que as pessoas vejam o filme na sala de cinema, mas na realidade do mercado brasileiro sei que vou conseguir atrair mais gente na internet e na TV. E não é só público, financeiramente também é melhor. O Terra entrou no projeto ainda no roteiro do filme e este dinheiro colocado foi fundamental na finalização", complementa o diretor.

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