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Cinema · · 3 min de leitura ·

Entrevista exclusiva: Diretor Jalil Lespert fala sobre Yves Saint-Laurent

Entrevista exclusiva: Diretor Jalil Lespert fala sobre Yves Saint-Laurent




Ator e diretor visitou o Brasil para apresentar seu novo filme no Festival Varilux de Cinema Francês. O AdoroCinema conversou com ele!

Em passagem pelo Rio de Janeiro para promover a exibição de seu novo filme, Yves Saint-Laurent, no Festival Varilux de Cinema Francês, o diretor, ator e roteirista Jalil Lespert conversou com exclusividade com o AdoroCinema. Ele falou sobre o novo trabalho e também sobre a situação atual do cinema francês. Também abordou suas principais referências e o conhecimento do cinema brasileiro. Abaixo, você confere a entrevista na íntegra.

Eu procurava um tema para meu terceiro filme. Sempre me interessei por esse tipo de história de ascensão e queda, que vemos muito em Hollywood. Sobre jovens que alcançam seus sonhos e que depois acabam em decadência. Eu não sabia se queria um personagem fictício ou um histórico. Acabei decidindo fazer sobre um personagem histórico, sobre uma história de começo. Existem muitos filmes históricos sobre personagens como Joana d’Arc e Napoleão, mas são poucos aqueles sobre sujeitos da moda. Não existem filmes sobre Yves Saint-Laurent. Não conheço muito de moda e quando comecei a pesquisar sobre Saint-Laurent fiquei fascinado por este personagem, por sua história de amor e pela complexidade de sua trajetória, de seu destino. Me apaixonei por sua trajetória.

Eu descobri Pierre Niney um ano antes das filmagens. Já ouvia pessoas falarem dele no teatro. Vi uma foto dele e notei que tinha uma elegância natural que era importante para o personagem. E, no final, vi um pequeno teste que ele fez para outro filme. Em 30 segundos, eu já sabia que era ele. Tem aquela inteligência e aquele humor que havia em Yves Saint-Laurent. Chamei-o para um ensaio fotográfico e lhe falei sobre Saint-Laurent. Tirei algumas fotos em preto e branco e os produtores e distribuidores gostaram tanto das fotos que usaram no material de divulgação, mesmo que as imagens não estejam no filme.

Fiquei muito orgulhoso. Tenho muito orgulho dele. E um pouco de mim. Estou muito contente e acho que este é o primeiro de uma série de prêmios para ele. O que ele fez neste filme não é pouca coisa. Fez um trabalho maravilhoso.

É conseguir um bom equilíbrio, como a linha de cumeada numa montanha, que é quando você sobe e não cai nem de um lado, nem do outro, mas fica no meio. A questão é manter este equilíbrio entre fazer uma cinebiografia, sem medo de fazer uma cinebiografia, seguindo os códigos rigorosos do gênero, e ao mesmo tempo fazer um filme comum e contar uma história que toque o público.

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