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Cinema · · 2 min de leitura ·

Entrevista exclusiva – O diretor Pablo Berger fala sobre o seu ousado Branca de Neve

Entrevista exclusiva - O diretor Pablo Berger fala sobre o seu ousado Branca de Neve




O cineasta espanhol esteve no Brasil e falou com o AdoroCinema sobre o porquê de ser em preto e branco, mudo, sobre as portas fechadas e até de Penelope Cruz. Veja como foi!

Candidato da Espanha ao Oscar 2012 de Melhor Filme Estrangeiro, Branca de Neve vem fazendo o circuito de festivais pelo mundo e conquistando dezenas de prêmios e indicações. O longa estreia nesta sexta-feira, dia 5, nos cinemas brasileiros, distribuido pela Imovision, e a gente conferiu o filme na companhia do diretor Pablo Berger numa sessão noturna para convidados.

Na ocasião, ele falou um pouco sobre a obra e respondeu algumas perguntas para a plateia, que posteriormente sairia de lá com a nítida sensação de terem visto uma obra diferente. Ilda Santiago, que voltou da experiência de ter sido jurada no Festival de Cannes 2013, contou para a plateia que lamentou muito não ter o filme no Festival do Rio, o qual é diretora. No dia seguinte, pela manhã, o AdoroCinema levou um ótimo papo com o cineasta e o resultado você confere nas linhas a seguir.

Berger contou que a origem de tudo foi uma foto dos anos 90, em preto e branco, de um grupo de toureiros juntos, em formação, um ao lado do outro. Ele disse que achou a imagem muito curiosa ao bater o olho nela neste livro. Com um sorriso no rosto, disse que a coisa ficou ainda mais interessante quando ele imaginou e colocou a tradicional Branca de Neve por trás destes oito toureiros.

Fale um pouco sobre a opção do preto & branco, de ser "mudo" e com uma bitola diferente… Qual a sua relação com esses filmes?

Ele contou ser fã dos filmes dos anos 1920 e diretores daquela época, citando vários, entre eles Friedrich Wilhelm Murnau, do clássico Nosferatu. Assim, a opção pela "tela quadrada" nada mais foi do que seguir essa tradição do cinema daquela época. "Era importante para que o espectador viajasse no tempo, entrasse no clima. O filme é uma carta de amor ao cinema mundo, especialmente o europeu dos anos 20, a era dourada".

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