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Cinema · · 3 min de leitura ·

Entrevista: Helvécio Ratton revela que O Segredo dos Diamantes foi influenciado pelos quadrinhos

Entrevista: Helvécio Ratton revela que O Segredo dos Diamantes foi influenciado pelos quadrinhos




Vencedor do prêmio do público no Festival de Gramado, o filme já está em cartaz no circuito comercial.

Nova aposta no cinema voltado para os jovens, O Segredo dos Diamantes já está em cartaz em várias cidades do país. O longa-metragem acompanha as aventuras de um trio de amigos que, no interior de Minas Gerais, procura um punhado de diamantes escondido há séculos. O AdoroCinema conversou com o diretor Helvécio Ratton em sua visita ao Rio de Janeiro para promover o filme, onde revelou que teve como inspiração as histórias dos quadrinhos do Tio Patinhas e vários detalhes da produção. Confira!

O Segredo dos Diamantes explora bastante o interior de Minas Gerais, mesclando com toques de aventura e história ao mesmo tempo em que usa smartphones e internet como elementos da narrativa. Diante desta mistura, Helvécio explicou quais foram as suas influências para o longa-metragem. "Acho que comecei a fazer este filme desde criança. A primeira lembrança que tenho do cinema, isso nos anos 1950, foi de ver aqueles cartazes de filmes de aventura da época. Minas é um lugar onde ouvimos muitas histórias, onde tem ouro e pedras preciosas tem muitas lendas. Além disto, a busca por um tesouro é algo universal, desde A Ilha do Tesouro até Mark Twain, com Tom Sawyer."

O diretor ainda revelou que uma das principais influências veio dos quadrinhos. "Adorava os quadrinhos do Tio Patinhas, que tinha um roteirista maravilhoso chamado Carl Barks. Ele criou o personagem e, na verdade, foram as histórias dele que influenciaram Indiana Jones. Barks era também um desenhista sensacional e criava aquelas histórias do Tio Patinhas com o Pato Donald e sobrinhos indo atrás de tesouros escondidos e cidades perdidas. Aquilo me alimentou muito e acabou que isto tudo desaguou no filme."

"Minas Gerais tem este cenário das cidades coloniais, que basicamente são cenografias a céu aberto onde, sabendo usar bem, você recria épocas com muita facilidade. Sempre gostei de brincar com esta ideia da cidade como máquina do tempo, onde tudo parou", explica o diretor. "Quis criar esta história da caça ao tesouro usando estas ferramentas modernas. Hoje, se você for procurar alguma informação, qualquer garoto acessa o Google pelo smartphone e pronto. Não é que crie uma contradição, mas traz um signo moderno em um contexto de outra época."

A história dos diamantes escondidos chegou a Helvécio Ratton ainda quando rodava A Dança dos Bonecos, no início da década de 1980. Ou quase isso. O diretor explica. "Durante as filmagens conheci o seu Ângelo, que vivia me dizendo que tinha uma história muito bacana para me contar. Por falta de tempo, não o ouvi. Depois que lancei o filme, o procurei para ouvir esta história. Foi quando ele me contou da busca por 20 anos de um homem pelos diamantes e que ele queria usá-los para pagar a dívida externa brasileira! Existiam muitas histórias como esta e, ao fazer este filme, fui lembrando muito do seu Ângelo. Não sei se a palavra é ingenuidade, mas nesta capacidade de…

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