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Cinema · · 2 min de leitura ·

Equipe e elenco falam sobre Trash – A Esperança Vem do Lixo no Rio de Janeiro

Equipe e elenco falam sobre Trash - A Esperança Vem do Lixo no Rio de Janeiro




Roteirista Richard Curtis participou de coletiva no Rio hoje, ao lado do diretor Stephen Daldry e do elenco brasileiro, que conta com Wagner Moura e Selton Mello.

O roteirista de Trash – A Esperança Vem do Lixo, Richard Curtis (Um Lugar Chamado Notting Hill, Simplesmente Amor e Questão de Tempo), foi aplaudido na manhã desta terça-feira, 7 de outubro, no Rio de Janeiro, quando declarou: “eu achei que estivéssemos fazendo um excelente thriller sobre uma carteira, mas a gente percebeu que fez um filme sobre esperança. É claro que a gente espera que as pessoas riam, chorem, mas será bonito se mudar a vida de alguém.”

A declaração aconteceu na coletiva de imprensa para divulgar a produção, à reboque do que disse o ator brasileiro José Dumont, sobre o papel da arte como instrumento de transformação: “se a gente não olhar para essa juventude com a expectativa de um futuro melhor, não faz sentido (fazer o filme). O filme recupera a esperança. Nós, como atores, fazemos uma arte útil e delicada, de alguma forma, para contribuir para a melhoria do mundo."

Dirigido por Stephen Daldry (Billy Elliot, As Horas e O Leitor), Trash conta a história de três garotos pobres que acham, em um lixão, uma carteira com um código que leva à fortuna de um poderoso político.

Baseado no livro do escritor Andy Mulligan, a história se passa, originalmente, em um país fictício. “Poderia ser no Brasil, Índia ou Filipinas, tivemos que escolher. Uma das razões para filmar aqui é que conhecemos o Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e seu trabalho com atores não profissionais”. Os três meninos que dão vida aos protagonistas são atores não profissionais. “Queríamos ter certeza de que a história se encaixava nessa realidade de sonhos deles”, completou o diretor, que teve ajuda do roteirista carioca Felipe Braga – e dos próprios atores durante as filmagens. “O caminho deles foi parecido com o meu”, lembrou André Ramiro, que vive um carcereiro no filme, e foi revelado em Tropa de Elite.

Wagner Moura, no papel do assessor do tal político, disse que é “muito bacana que tenha um diretor como ele (Daldry) olhando para o Brasil desse jeito”. E brincou: “ele me prometeu que quando tiver um personagem que fale inglês com um sotaque estranho, vai me chamar para interpretá-lo”.

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