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Cinema · · 2 min de leitura ·

Exclusivo: “Boa parte das reivindicações de saúde e educação eram propostas do governo de Jango”, diz o diretor Paulo Henrique Fontenelle

Exclusivo: "Boa parte das reivindicações de saúde e educação eram propostas do governo de Jango", diz o diretor Paulo Henrique Fontenelle




Diretor de Dossiê Jango, que estreia nos cinemas em 5 de julho, conversou com o AdoroCinema.

Quase 40 anos depois, o falecimento do ex-presidente João Goulart ainda é cercado de mistério. Este é um dos temas abordados por Dossiê Jango, novo documentário dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, que chega aos cinemas nacionais em 5 de julho. O AdoroCinema teve uma conversa exclusiva com o diretor, na qual ele falou sobre as dificuldades enfrentadas para tirar o projeto do papel e ainda sobre como o filme se relaciona com as manifestações populares que têm acontecido no Brasil nas últimas semanas. O resultado você confere logo abaixo. Boa leitura!

AdoroCinema: Você rodou um documentário sobre um músico, Loki, Arnaldo Baptista, e agora fez um voltado para o lado político. Como nasceu o interesse em fazer um documentário sobre política e, mais especificamente, sobre João Goulart?

Paulo Henrique Fontenelle: Na verdade nasceu a partir de um argumento do Paulo Mendonça e do Roberto Farias, que são donos do Canal Brasil, onde trabalho. Eles queriam fazer um filme de ficção sobre o período em que João Goulart esteve no exílio, então acompanhei algumas entrevistas que fizeram com pessoas próximas a ele. Durante estas pesquisas é que percebi que era possível fazer um filme sobre o possível assassinato do João Goulart. Fui pesquisar esta história e fiquei três anos levantando arquivos e pessoas relacionadas.

AC: Algo que chama bastante a atenção é este trabalho de pesquisa, especialmente em relação ao material histórico. Como foi esta busca sobre o que poderia entrar no filme?

Paulo: Tive muito apoio do Instituto João Goulart e do Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre, que nos cederam muitos documentos e pesquisaram os áudios junto ao governo americano. Tive também acesso a arquivos do FMI, da CIA, da polícia uruguaia… Muitas pessoas nos ajudaram para que pudéssemos montar este painel o mais completo possível, que até então estava bem escondido. Uma dificuldade que enfrentamos foi a inexistência de uma biografia. Tinha um livro do Carlos Heitor Cony, mas tirando isso não havia quase nada escrito sobre isso. Nosso filme na verdade foi uma investigação, cada vez que a gente fazia era uma nova descoberta que levava a outra entrevista.

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