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Cinema · · 2 min de leitura ·

Exclusivo: “Carrossel preenche a lacuna de filmes brasileiros infantojuvenis”, afirma diretor

Exclusivo: "Carrossel preenche a lacuna de filmes brasileiros infantojuvenis", afirma diretor




Maurício Eça conversou com o AdoroCinema sobre as diferenças entre a série de TV e o filme do Carrossel.

Estreia esta semana a aventura brasileira Carrossel – O Filme, adaptada da série de televisão de mesmo nome. A parceria entre o SBT e a Televisa trouxe às telas Cirilo (Jean Paulo Campos), Maria Joaquina (Larissa Manoela), Paulo (Lucas Santos), Jaime (Nicholas Torres) e cia., mas desta vez em um acampamento de férias, onde o grupo deve combater a dupla de vilões formada por Paulo Miklos e Oscar Filho.

O AdoroCinema conversou em exclusividade com o cineasta Maurício Eça, que dirigiu o filme junto de Alexandre Boury. Ele explicou a diferença entre a história na TV e no cinema, comentou o aguardado beijo entre Cirilo e Maria Joaquina, e falou sobre a dificuldade de dirigir 16 crianças ao mesmo tempo:

"O convite foi bem inusitado, porque eu tinha acabado de fazer um drama (o filme Apneia). Sempre gostei de filmar com crianças, e ter uma fórmula que já fez tanto sucesso, mas em formato novo, era um grande desafio. Participei um pouco do processo de roteirização no final: fizemos algumas leituras para encontrar o tom certo, e rodamos em janeiro.

O projeto já tinha o Alexandre Boury, que ia fazer a co-direção comigo. A gente se conheceu, conversou sobre o que cada um faria. Existia uma divisão lógica, mas no final, fizemos as coisas juntos. Às vezes um cuidava mais dos atores e o outro da câmera, às vezes a gente invertia. Mas foi harmônico".

"Mesmo que as crianças tivessem crescido quase três anos desde a última vez que foram vistas, a gente decidiu que as características de cada um tinham que permanecer lá. Isso foi fácil de trabalhar, porque além de grandes atores, as crianças já tinham os personagens dentro delas, já tinham essa autoria consolidada. O nosso desafio era retirar um pouco do excesso da televisão, porque são duas linguagens totalmente diferentes. A nossa conversa foi para tornar menor o exagero, não é preciso gesticular tanto, e a relação com a câmera é diferente…

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