Exclusivo: Destaque na TV, Morena Baccarin fala sobre a ausência de bons papéis femininos no cinema

Também sobre a dificuldade do estrangeiro de furar o bloqueio de Hollywood; Gotham; [não fala sobre] Deadpool; e até sobre Gloria Perez – além do filme A Espiã que Sabia de Menos, em cartaz no Brasil a partir da próxima quinta.
Filha do jornalista Fernando Baccarin e da atriz Vera Setta, Morena Baccarin mora desde os sete anos nos Estados Unidos. Hoje, aos 35 anos (faz 36 na próxima terça!), ela fala um português perfeito (só se enrolou na hora de soletrar C-I-A) e um inglês mais que perfeito, o que facilitou sua entrada em Hollywood – ou, pelo menos, não ficou restrita a viver a “latina”, grande dificuldade para os conterrâneos que querem tentar a sorte na "América", como ela mesma disse, em entrevista exclusiva ao AdoroCinema.
Divulgando A Espiã que Sabia De Menos (Spy, no original) – nova comédia de Paul Feig com Melissa McCarthy como protagonista, que estreia no Brasil na próxima quinta, 4 de junho – a morena comenta o espaço que tem ganhado no cinema, depois de se destacar na TV em Firefly (que rendeu o filme Serenity), Stargate SG-1, explodir como a vilã de V, e ser consagrada com uma indicação ao Emmy pelo papel na badalada Homeland.
Ela também fez aparições em The O.C. e How I Met Your Mother, até assumir o papel da Dra. Leslie Thompkins em Gotham. Reza a lenda que, antes de se mudar para Los Angeles – e se dar o prazo de uma semana para “acontecer” –, quando ainda trabalhava no circuito off-Broadway, nos anos 2000, recebeu um baita elogio indireto de Meryl Streep. “Ninguém pode ficar doente aqui, pois os substitutos são melhores que nós", teria dito a diva nos ensaios de uma peça, quando contracenou com Morena, que substituía Natalie Portman.
AdoroCinema: Você está costumada a papéis densos, muitos deles em ficção científica. Como foi essa transição para a comédia em A Espiã que Sabia de Menos…
Eu fiz algumas coisas de comédia em televisão, mas, pra mim, como atriz, foi uma maravilha fazer outro tipo de filme. E não foi a transição o mais difícil, e sim a expectativa. Eu estava com um pouco de medo porque não sabia exatamente como ia ser, mas trabalhar com a Melissa McCarthy e com o Paul Feig foi maravilhoso, eles são muito engraçados e colaboram muito bem, improvisam piadas, então, foi divertido.
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