Exclusivo: Diretor de O Duelo fala sobre tom fantástico de um dos últimos filmes com José Wilker

Depois do premiado “Estômago”, Marcos Jorge retorna aos cinemas brasileiros com longa baseado na obra de Jorge Amado – cujo projeto já havia circulado até por Hollywood.
Baseado na obra “Os Velhos Marinheiros”, de Jorge Amado, O Duelo traz, de um lado, Joaquim de Almeida, o ator português de O Xangô de Baker Street, com boa entrada em Hollywood (Perigo Real e Imediato, A Balada do Pistoleiro) e na TV norte-americana (Revenge, Once Upon A Time), como Vasco Moscoso, o navegante cheio de histórias para contar.
No lado oposto do corner, José Wilker, o eterno Vadinho de Dona Flor e seus Dois Maridos (Jorge Amado de novo), o Antônio Conselheiro de Guerra de Canudos, o Zeca Diabo de O Bem Amado, um dos atores mais prolíficos do Brasil, em um de seus últimos papéis, como o enciumado Chico Pacheco, cujo objetivo é desmascarar o pomposo capitão-de-longo-curso.
É nessa dualidade que o cineasta Marcos Jorge aposta em seu mais novo longa-metragem, que estreia no próximo dia 19, navegando em efeitos especiais. O diretor do premiado Estômago (cinco estatuetas no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, incluindo melhor filme e diretor; melhor filme pelo júri popular no Festival do Rio) conversou com o AdoroCinema sobre a demora no lançamento de O Duelo, o interesse inicial de Hollywood pela história, Wilker, distribuição no Brasil… Sem histórias de pescador, confira os principais trechos:
AdoroCinema: A Warner comprou os direitos de filmagem de “Os Velhos Marinheiros” pouco depois da publicação do livro em 1961. E você entrou no projeto em 2009. Por que essa demora?
Marcos Jorge: O projeto já existia, com um roteiro escrito pelo Frank Pierson, que foi presidente da Academia [de Artes e Ciências Cinematográficas entre 2001 e 2005] e escreveu Um Dia de Cão [Oscar de melhor roteiro em 1976]. Esse roteiro foi escrito, acredito, nos anos 1970, e teve um percurso lá dentro da Warner [internacional]. Mas talvez eu não seja a pessoa mais indicada para falar sobre isso. Acredito que [a demora] tenha sido por uma série de razões. Existe até uma certa lenda por trás desse projeto, que provavelmente não estava maduro para ser feito.
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