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Cinema · · 2 min de leitura ·

Exclusivo: “Eu busco fazer filmes que tragam perguntas”, afirma Lázaro Ramos sobre O Vendedor de Passados

Exclusivo: "Eu busco fazer filmes que tragam perguntas", afirma Lázaro Ramos sobre O Vendedor de Passados




O ator conversou com o AdoroCinema sobre o suspense que chega aos cinemas dia 21 de maio.

Lázaro Ramos foi um dos principais nomes que passaram pelo Cine PE 2015, apresentando o suspense O Vendedor de Passados, dirigido por Lula Buarque de Hollanda. A história é uma adaptação do romance de mesmo nome, do escritor angolano José Eduardo Agualusa. Muito aplaudido pela plateia, Lázaro Ramos conversou com a imprensa sobre Vicente, o seu personagem no filme, que trabalha fabricando passados falsos para pessoas tristes ou frustradas, em busca de uma vida nova.

Em entrevista exclusiva ao AdoroCinema, o ator falou sobre o projeto, no qual também é produtor, e passa pelos mais diversos temas, como a temática racial no Brasil, o papel das comédias populares e mesmo a arquitetura e a sua primeira experiência como diretor. Confira o resultado dessa conversa!

Você disse que a primeira reação ao ler o roteiro foi de surpresa, por encontrar algo muito diferente do livro.

Alguns elementos da cultura angolana e do narrador são muito encantadores no texto do Agualusa, e fazem o livro ser o que ele é. Minha primeira reação foi pensar que algumas passagens do texto seriam impossíveis de filmar! Além disso, havia uma distância do público brasileiro, o que não era a proposta. A ideia era fazer um filme urbano que trouxesse algo de novo para o estilo de filmes que estão sendo feitos, e que fosse nosso. No processo de ensaio, tentamos trazer a história para mais perto de nós.

Queríamos falar sobre o sentimento contemporâneo de insatisfação com a identidade, com os traços físicos… Sobre as pessoas que entram na Internet, criam um perfil falso e vivem outra vida, totalmente diferente da real. Na verdade, isso vem de muito tempo atrás; Simone de Beauvoir já falava destas questões. Em um país que está reconstruindo a sua identidade, em todos os sentidos – algo percebido até por medidas governamentais destinadas a reconstruir a História – o tema torna-se muito contemporâneo.

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