Exclusivo – Marco Dutra e Marat Descartes falam sobre Quando Eu Era Vivo

O terror Quando Eu Era Vivo chega aos cinemas de todo Brasil uma semana após abrir a Mostra de Cinema de Tiradentes. O AdoroCinema bateu um papo exclusivo com o diretor e com o protagonista do filme. Confira!
Após realizarem o curta Um Ramo e o drama Trabalhar Cansa, o diretor Marco Dutra e o ator Marat Descartes voltam a trabalhar lado a lado no terror Quando Eu Era Vivo, que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, 31 de janeiro. O AdoroCinema conversou com exclusividade com a dupla, que falou sobre o início do projeto, o interesse no mundo do horror e o trabalho com os outros nomes do elenco.
Baseado no livro "A Arte de Produzir Efeito Sem Causa", de Lourenço Mutarelli, o filme chegou até Marco através do produtor Rodrigo Teixeira. "Eu trabalhei para a RT (produtora) como roteirista em 2008, para um projeto chamado Desgraçados, baseado em um quadrinho do Lourenço e eu mergulhei na obra dele. Aí eu esbarrei nesse livro que tinha acabado de sair e que me impactou muito por causa do tom e do olhar que ele tinha dessa coisa meio alegórica que é a relação entre pai e filho adulto. Eu falei com Rodrigo, mas ele me mandou esperar porque estava com outros projetos. Aí no final de 2011 ele me ligou e chamou para fazer", explicou o diretor.
Dutra reforçou ainda que teve total liberdade no projeto: "No início do processo, eu perguntei pro Rodrigo e pro Lourenço se eles me davam liberdade de adaptação e os dois falaram que sim. Isso foi muito bom, porque não ter eles apegados a nada específico permitiu que eu e a Gabriela Amaral Almeida (roteirista) nos colocássemos também no filme como criadores. Isso dá vida para o trabalho, não é algo estrangeiro."
Quando questionado sobre seu interesse pelo cinema de horror, o jovem cineasta afirmou: "Acho que tem a ver com o olhar. O olhar pro mundo. Não tem um fato específico que me faz gostar do sombrio, mas desde criança que eu gostava de ler Stephen King. A narrativa fantástica sempre me interessou e a de suspense e horror me interessou num nível maior. Se eu for beber lá atrás, acho que tem a ver com Disney. Porque até hoje quando eu vou rever Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio e A Bela Adormecida, filmes essenciais para minha formação. Acho que são filmes que beiram o horror. Das cenas mais perigosas e assustadoras que já vi foi a da Branca de Neve em que o caçador fala que não vai matar ela. E ela foge para floresta e é praticamente engolida pelas árvores, que começam a abrir bocas. É um delírio do medo profundo daquela menina. Uma das cenas mais lindas sobre abandono que vi. Acho que meu destino estava selado quando vi Branca de Neve. Acho que só não fui fazer animação porque não sabia desenhar."
Grande homenageado da Mostra de Tiradentes em 2014, Marat também falou sobre o trabalho no gênero. "No fundo, no fundo é divertido trabalhar com o horror. Acho que foi muito legal porque no Trabalhar Cansa isso existia muito como uma metáfora de como o capitalismo selvagem é terrível. No Quando Eu Era Vivo,…
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