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Cinema · · 2 min de leitura ·

Exclusivo – Ruben Alves e Jacqueline Corado falam sobre a comédia A Gaiola Dourada

Exclusivo - Ruben Alves e Jacqueline Corado falam sobre a comédia A Gaiola Dourada




O diretor franco-português comenta a estreia A Gaiola Dourada, junto da atriz Jacqueline Corado.

Chega aos cinemas nesta sexta-feira a comédia A Gaiola Dourada, o maior sucesso de público da história do cinema português. A trama mostra a comunidade portuguesa na França, trabalhando principalmente em empregos de cozinheiros, zeladores e pedreiros. Um dia, um casal português recebe uma grande herança, o que transforma a maneira como os amigos portugueses e franceses os enxergam. Você pode conferir a crítica do AdoroCinema sobre o filme.

Quando apresentou o filme no Brasil, o diretor Ruben Alves e a atriz Jacqueline Corado conversaram em exclusividade com o AdoroCinema, falando sobre o processo de criação, a reação do público e a dificuldade de criar comédias populares de qualidade.

Ruben Alves: Eu sempre tive vontade de fazer A Gaiola Dourada, mas foi o meu produtor que me incentivou a filmar, ele é meu amigo de infância. Foi ele que me encorajou porque eu tinha feito um roteiro sobre os franceses em Portugal, e o produtor me sugeriu fazer o contrário, falar sobre os portugueses na França. Essa é basicamente a história dos meus pais, e eu comecei a escrever. Eu já estou com 30 anos, e penso que estou maduro o suficiente para escrever sobre a minha comunidade.

Existem personagens ou passagens do filme diretamente inspirados da sua história pessoal?

R.A.: Todos os personagens são inspirados nos meus tios, pais, primos, pessoas à minha volta… Não só imigrantes portugueses, mas também os portugueses de Portugal. Por exemplo, a personagem da Maria Vieira, a Rosa, foi muito inspirada na babá do meu produtor. Ele tinha uma babá, e a gente passeava juntos desde que nascemos – eu o conheço desde muito pequeno. Essa mulher mandava em casa. Ela se levantava todos os dias às 5h30 da manhã e preparava algo salgado, porque sabia que o pai do meu produtor gostava de comer coisas salgadas de manhã. Ela era a verdadeira mãe da casa, com um temperamento muito forte, que botava medo nas pessoas.

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