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Cinema · · 3 min de leitura ·

Exclusivo: Visitamos as filmagens de O Olho e a Faca, drama estrelado por Rodrigo Lombardi

Exclusivo: Visitamos as filmagens de O Olho e a Faca, drama estrelado por Rodrigo Lombardi




No novo filme do diretor Paulo Sacramento, o trabalhador de uma plataforma de petróleo começa a ter problemas familiares.

Após o bem-sucedido Riocorrente, o diretor Paulo Sacramento está preparando seu novo longa-metragem, O Olho e a Faca. A história gira em torno de Roberto (Rodrigo Lombardi), empregado em plataformas de petróleo. Por causa do trabalho, fica muito tempo sem ver a esposa (Maria Luísa Mendonça) e o filho pequeno. Quando é promovido, sua rotina muda, e ele se envolve com outra mulher.

O AdoroCinema foi convidado a visitar um dia de filmagens em São Paulo. Num grande apartamento do centro da cidade, a numerosa equipe gravou um dos momentos em que Roberto volta para casa, encontra a esposa conversando com uma amiga (Simone Iliescu) e oferece um presente ao filho. A cena, aparentemente simples, esconde a complexa coordenação do diretor com a equipe: Sacramento estava atento a cada detalhe da direção de arte e fotografia. Perfeccionista, o cineasta pedia várias tomadas para afinar o trabalho dos atores.

Paulo Sacramento: "Não tinha nenhuma intimidade com o tema, só curiosidade. Desde a época do pré-sal, todo mundo fala de petróleo, mas de modo muito raso. Então pesquisei um pouco, falei com petroleiros. Aprendi que eles ficavam 14 dias na plataforma direto, depois voltavam e descansavam durante 14 dias. Comecei a fazer algumas viagens em cidades como Macaé, que funcionam em torno da questão do petróleo. Achei que seria um belo plano de fundo.

Mas o filme não é sobre petróleo, é sobre um cara comum que trabalha numa empresa, vai ganhar uma promoção, o que muda a vida dele. Isso poderia se passar em vários lugares, mas a plataforma me trouxe uma riqueza visual interessante, algo poético pela questão de tirar a riqueza de dentro da terra, ou de dentro de si mesmo, no caso do personagem. É uma questão de dimensões também, porque você chega na plataforma, e ela não passa de um ponto no oceano. Mas quando se pousa nela, parece um lugar gigantesco. Dependendo da maneira como se enxerga, as coisas são melhores ou piores".

Rodrigo Lombardi: "Conforme fui lendo o roteiro, me identifiquei em vários aspectos. O personagem não tem nada a ver comigo, mas o espírito é o mesmo. Tive vários encontros com o Paulo Sacramento, vi os filmes dele. Conversei com os amigos, que me incentivaram a aceitar o projeto, porque ele é incrível, e montou os filmes de todo mundo. Muitos roteiros chegam na minha mão, e não aceito quase nenhum. Fiz apenas o da Bruna e do Ricceli, que era algo totalmente novo, pelo qual eu queria passar. Agora veio o Sacramento, com uma loucura um pouco mais cartesiana, controlada".

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