Faking It: Criador da série fala sobre o cancelamento e o que esperar do episódio final

Faking It não chegou a fazer expressivos números de audiência, mas durante suas três temporadas na MTV, a comédia foi bastante elogiada pelo seu público. Mesmo assim, a série foi uma das que não sobreviveram aos cancelamentos, e a emissora anunciou nesta sexta-feira (13) que a atual temporada será a última.
Em entrevista para o The Hollywood Reporter, o criador da série, Carter Covington, contou quais foram os motivos que levaram a emissora a tomar a decisão, falou do orgulho que sente por ter contado a história e ainda explicou se há ou não esperança para uma quarta temporada em outra emissora.
Segundo Covington, a decisão foi basicamente devido à audiência. “Nós sempre soubemos que estávamos na bolha. Como uma série, nós entregávamos – cada temporada tem sido uma pequena decisão sobre termos ou não mais episódios. Sempre estivemos preparados para um cancelamento, mas quando os números começaram a sair para esta temporada, ficou bem claro que não estávamos indo tão bem.”
Ainda assim, o produtor revelou que ele chegou a conversar com a MTV a respeito de uma quarta temporada, e argumentou que, caso fosse renovada, a última seria para dar um adeus aos fãs. “Eu tenho uma ótima história que eu poderia contar. Eu contei isso a eles como uma forma de pedido final, mas eu acho que não foi o suficiente”, declarou.
Faking It é centrada na história de duas amigas, Amy (Rita Volk) e Karma (Katie Stevens) que ganham popularidade no colégio quando são confundidas com um casal. Ao longo das temporadas, a história foi capaz de abranger diversos públicos e tocar em temas como descoberta sexual de forma inovada. Para Covington, o maior legado que sua série deixa é uma nova forma de narrativa:
“Minha esperança é que Faking It vai ser a primeira série que começou o que eu chamo de era pós-gay da televisão. Nós sempre tentamos abordar a narrativa como vindo de um lugar além do 'sair do armário' e realmente explorar a vida de nossos personagens, independente da sexualidade. Eu espero que outras séries aproveitem isso e deem continuação. O público está pronto para séries que não foquem nas diferenças da sexualidade dos personagens e falem mais sobre as características comuns a todos os seres humanos.”
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