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Cinema · · 2 min de leitura ·

“Festa da Salsicha tem tudo a ver com o Porta dos Fundos”, diz Fábio Porchat (exclusivo)

"Festa da Salsicha tem tudo a ver com o Porta dos Fundos", diz Fábio Porchat (exclusivo)




Animação para maiores já está em cartaz nos cinemas brasileiros e conta com dublagem e adaptação do roteiro feitos pela equipe do Porta dos Fundos.

Sucesso na internet, o canal Porta dos Fundos aos poucos estabelece uma presença mais constante no cinema. Após lançar neste ano seu primeiro longa-metragem, Porta dos Fundos – Contrato Vitalício, o grupo desta vez é responsável não apenas pela dublagem, mas também pela adaptação do roteiro da animação Festa da Salsicha, já em cartaz nos cinemas brasileiros.

ADOROCINEMA: Como surgiu esta proposta do Porta dos Fundos fazer a versão brasileira de Festa da Salsicha?

FÁBIO PORCHAT: O [Antônio] Tabet assistiu ao trailer do filme, adorou e falou para a gente ver. Como achou muito engraçado, sugeriu que nós dublássemos o filme. Entramos em contato com a Sony e fomos assistir ao filme inteiro, para ver como era. Quando terminou, ficamos chocados! Tinha tudo a ver com o Porta dos Fundos, pela proposta de brincar com sexo, religião, palavrão, com assuntos meio tabus… A gente riu muito, acima de tudo, e resolveu ir nessa! O filme fez muito sucesso nos Estados Unidos e nunca tinha visto uma animação 18 anos. É claro que South Park e Family Guy têm umas coisas meio porrada, mas nunca tinha visto isso numa animação para cinema. A gente gostou muito!

AC: Mais do que propriamente a dublagem, há também esta questão de adaptar piadas do humor americano para a realidade brasileira. De que forma vocês fizerm alterações neste sentido?

PORCHAT: Como em todo filme que é dublado, você perde algumas coisas e ganha outras. A gente tentou trazer as traduções para o espírito do filme. Se fala palavrão, a gente fala palavrão mesmo! Mas, por exemplo, o vilão do filme é uma chuca, que não é muito comum ao brasileiro mas lá é. Então o nosso vilão se chama Chuca, mas a gente tentou trazer para um lado que o público possa entender. E até os próprios trocadilhos, obviamente.

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