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Cinema · · 2 min de leitura ·

Festival de Berlim 2017: As Duas Irenes aborda o amadurecimento numa cidade perdida no tempo, diz o diretor Fábio Meira

Festival de Berlim 2017: As Duas Irenes aborda o amadurecimento numa cidade perdida no tempo, diz o diretor Fábio Meira




Conversamos com o cineasta sobre o belo drama brasileiro estrelado por duas atrizes iniciantes.

Durante o festival de Berlim, o diretor Fábio Meira apresentou o seu primeiro longa-metragem: As Duas Irenes, drama sobre uma pré-adolescente (Priscila Bittencourt) que descobre a segunda família de seu pai, em outra cidade. Além de uma nova esposa, o pai (Marco Ricca) também tem uma segunda filha, da mesma idade, igualmente batizada Irene (Isabela Torres).

O AdoroCinema já viu o filme, e gostou bastante do resultado delicado e bem construído, apesar de não se aprofundar na psicologia da trama. Aproveitamos para conversar com o cineasta sobre o projeto:

Este é um filme de conflitos universais, mas parece que a história só poderia se passar numa cidadezinha do interior.

Fábio Meira: Para mim o mais importante era que fosse atemporal. A gente não sabe se o filme é de época ou se aquela cidadezinha está perdida no tempo. Se eu marcasse o filme nos anos 1960 ou nos anos 1980, eu perderia o público de agora também, que poderia se identificar com meninas atuais.

Para mim tem uma coisa importante: quem não conhece Goiás velha não entende que aquilo é Goiás, porque a gente não caracteriza nenhum dos pontos turísticos. O importante é que seja a América Latina. Quem conhece português, sabe que eles estão no Brasil. Mas, por exemplo, para um finlandês que não souber distinguir os idiomas, gostaria que ele entendesse que é América Latina, em nenhum país específico. O importante era isso, que fosse uma história latina.

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