Festival de Brasília 2013 – Animação, humor e nudez na primeira noite da competição

Mais um dia de maratona cinéfila no tradicional evento na capital federal, com destaque para o documentário Outro Sertão e a interrupção da sessão de Os Pobres Diabos, longa de ficção, que penou com os problemas técnicos. Veja agora um rápido panorama dessa noite!
A corrida pelos prêmios que somam R$ 700 mil na 46ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começou na noite desta quarta-feira, 18, com a exibição de três curtas e dois longas, nas categorias Documentário e Ficção. A grande sala do tradicional Cine Brasília estava cheia e o público fez questão de aplaudir as apresentações dos realizadores e também os filmes. Mas a noite só não terminou em festa porque problemas técnicos forçaram a interrupção da sessão do primeiro longa na categoria ficção. Veja, abaixo, um panorama rápido do que rolou por aqui! 😉
Regular :/ A mostra começou com a exibição do curta Luna e Cinara, de Clara Linhart. Procurando mostrar a simbiótica, e até divertida, relação entre patroa e empregada, o documentário faz uso de uma proposital câmera no melhor estilo amador. Aos poucos, você descobre que a chefe da casa, já com idade avançada, gosta muito de conversar sobre vários assuntos, entre eles o cinema, que frequenta com a companheira do lar. Esta, por sua vez, mostra bastante conforto ao ler (e comentar) colunas culturais de jornais para a "chefona", que numa inusitada contradição, diz que a funcionária é "a pior companheira" para seus dias de solidão. Bem recebido pela plateia, que chegou a rir com algumas passagens.
Muito bom =D Também da categoria Documentário, Outro Sertão, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, chegou com vontade de ser premiado. E a razão não é nenuma outra senão o bom conteúdo histórico, para muitos desconhecido, sobre o escritor Guimarães Rosa, nos seus tempos de atividade diplomática no consulado de Hamburgo, na Alemanha nazista. Fazendo uso de inúmeros recursos, que vão desde fotos, documentos históricos e filmagens raras, o longa se transforma num interessante passaporte para o espectador viajar pelas décadas de 1930, 40, 50, e descobrir que o então diplomata, autor do clássico "Grande Sertão: Veredas", foi também uma espécie de Oskar Schindler, vivido por Liam Neeson em A Lista de Schindler. Ao fim da sessão, aplausos, gritos e assobios do público. De longe, o mais bem recebido da noite.
Bom 🙂 Dirigido por Julio Cavani, o curta de animação (ficção) Deixem Diana em Paz deixou boa parte do público impressionada pela proposta diferenciada de apresentar um filme animado em preto e branco, usando a difícil (e esquecida) técnica do bico de pena, meticuloso trabalho artístico que exige profunda paciência para gerar imagens. Baseado nos quadrinhos de Fred Navarro, aqui, o responsável pelo traço foi o artista plástico Cavani Rosas e ele usou como modelo vivo a atriz Joana Gatis. A trama, com trilha sonora climática e narração de Irandhir Santos, conta sobre uma mulher workaholic, que resolve dar uma resposta radical para este estilo de…
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