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Cinema · · 2 min de leitura ·

Festival de Brasília 2013 – Entrevistas com diretores, elenco e equipe dos filmes da segunda noite

Festival de Brasília 2013 - Entrevistas com diretores, elenco e equipe dos filmes da segunda noite




Realizadores dos filmes Depois da Chuva, O Mestre e o Divino, O Canto da Lona, RYB e Lição de Esqui debatem com a imprensa sobre suas produções. Veja como foi!

Seguindo a tradição das entrevistas coletivas no dia seguinte da exibição, a sexta-feira começou com os realizadores e equipe dos filmes da noite anterior, debatendo suas obras. Veja como foi o encontro com jornalistas e convidados.

Dono de três prêmios conquistados na edição de 2012 do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com a A Guerra dos Gibis, o cineasta Thiago Brandimarte Mendonça contou para todos que seu filme de agora, o curta O Canto da Lona, surgiu numa conversa de bar. “Eu tinha vontade de fazer um filme sobre o circo, vinha conversando sobre isso com o pesquisador José Ramos Tinhorão. Daí, conheci a filha de dona Lérida (Coutinho), que também tinha este desejo. Decidimos contar esta história”, disse o jovem, que volta a investir na cultura popular.

O diretor disse que eles fecharam o Teatro Folias por uma semana (“um templo de resistência teatral no centro de São Paulo” nas palavras dele) sem saber um rumo certo, dando início a um filme-processo, com bastante espaço para o improviso. “Não sabíamos o que iria acontecer. Tínhamos a ideia de mostrar um pouco como era o circo-teatro, pedir a todos os personagens que apresentassem uma cena e uma canção que tivessem marcado suas vidas e carreiras. Depois, uma coisa foi puxando a outra”, explicou.

Sobre a opção pelo P&B, Mendonça contou que a ideia tinha a ver com o fato de que estava abordando um circo que não existe mais e a cortina vermelha, como único elemento colorido, seria o ícone marcante desta época.

Cercado de polêmicas, Adalbert Heide é um dos personagens do título O Mestre e o Divino. Por conta do histórico de excentricidades e até polêmica, como acusações não comprovadas de pedofilia, o jovem cineasta Tiago Campos (ao lado) contou que já chegou para filmar "preparado para não ser bem recebido e ser atacado" pelo "índio" alemão. Ao lado do produtor e criador do projeto Vídeo nas Aldeias, ele disse que o filme foi rodado em dois tempos, divididos em uma semana inicial e, depois, um mês corrido. Nesse período final, contou que foi mais fácil se aproximar dos dois personagens cineastas: o missionário e o índio.

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