Festival de Brasília 2013 – Morte, alegria e dor marcam a última noite de competição

Está chegando ao fim a 46ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e as obras apresentadas nesta segunda-feira, encerraram a competição. Veja como foi a sexta noite! 😉
A segunda-feira passou e com ela também a última noite do evento, carregada de dor, belas imagens e a sinistra presença da morte. Veja um panorama rápido dos filmes e das sessões, mais abaixo. Nesta terça-feira, 24, os cinéfilos vão conhecer os vencedores do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o AdoroCinema estará lá para conferir. 😉
Não colou 🙁 Vítima de uma doença que o deixou tetraplégico, o cineasta Silvio Tendler se recuperou aos poucos e hoje já começa a andar novamente, vivendo a todo vapor e produzindo filmes. Escrito e dirigido pelo amigo Noilton Nunes, o documentário A Arte do Renascimento – Uma Cinebiografia de Silvio Tendler resgata 45 anos de vida do diretor, também ativista de diversas causas. Misturando muitas cenas do passado (Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, entre outros) com depoimentos de agora, o resultado é uma grande colcha de retalhos, ou um quebra-cabeças, como o retratado se refere ao seus filmes. Cheio de palavras de ordem ou indagações (repetidas sonoramente e através de recursos gráfico bem simples), a obra ganha ares panfletários, coerente com as "movimentações" de Tendler, que comemora (com razão) a recuperação dos movimentos do corpo. A torcida era grande dentro da sala e fez bastante barulho ao término da sessão.
Não colou 🙁 Estreia de Paula Gaitán na ficção, Exilados do Vulcão (MG) tem um conjunto de imagens de cair o queixo, para deixar amantes da fotografia felizes da vida, e conta no elenco com a franco-brasileira Clara Choveaux e Simone Spoladore, entre outros. Por outro lado, a ausência de diálogos, os movimentos de câmera (360º ou parcial), os planos longos e a sua longa duração (mais de duas horas) tornam a tarefa do pessoal da poltrona bastante complicada. Como exercício de contemplação pode ser super válido, mas é filme para poucos. O que pode explicar a saída de significativa parcela do público durante a sua exibição. Ao fim da sessão, aplausos da plateia, já cansada com o avançar da hora.
Nçao colou 🙁 As lendas urbanas costumam ter um aspecto de regionalidade, mas existem no mundo inteiro, o que já fez com que várias delas fossem retratadas no cinema. Os gêneros terror e o suspense são os mais comuns, até porque a maioria dessas história envolve o medo. O curta Contos da Maré (RJ), escrito e dirigido por Douglas Soares, pega essa onda e apresenta uma série de historinhas de antigos moradores de um conjunto de comunidades, conhecido como Complexo da Maré. Através de depoimentos deles, o espectador fica sabendo da existência de lobisomens, homem-porco ou mulher-cobra por lá. Graficamente simpático e com boa trilha, faltou ao roteiro um pouco mais de pegada para manter o clima proposto em seu início e perdido ao longo do filme.
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