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Cinema · · 2 min de leitura ·

Festival de Toronto 2016: Kleber Mendonça Filho repercute a não-indicação de Aquarius – “Eu queria testar o sistema até o final”

Festival de Toronto 2016: Kleber Mendonça Filho repercute a não-indicação de Aquarius – “Eu queria testar o sistema até o final”




Presente na mostra canadense, diretor acredita numa possível indicação ao Oscar para Sonia Braga, mas mantém o foco no lançamento internacional do filme.

Enquanto, no Brasil, a Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC) anunciava Pequeno Segredo como o postulante nacional a uma vaga na disputa pelo Oscar de filme estrangeiro, no Canadá, o diretor Kleber Mendonça Filho acompanhava Sonia Braga em (mais) uma sessão de fotos para divulgar Aquarius, o até então favorito na disputa – e único longa majoritariamente brasileiro selecionado para o Toronto International Film Festival (TIFF) 2016.

O cineasta não ficou surpreso com a decisão: “Eu não quis tirar [a candidatura], porque eu queria testar o sistema até o final. Foi muito interessante como experiência, política e cultural. E o resultado é esse”, disse, ao final do “In Conversations With…” – programa em que a organização da mostra canadense convida personalidades de renome internacional para uma conversa intimista sobre a carreira – em homenagem à atriz brasileira, na noite dessa segunda-feira.

Sonia, que entreteu e dominou o pequeno, porém animado público, composto de muito brasileiros residentes na cidade, endossou a fala: “São vários candidatos, há uma comissão, eles escolheram um. A gente faz o filme para a audiência e estamos muito felizes com a carreira que ele tem feito. Ele me trouxe até aqui. Vocês estão aqui”.

De acordo com reportagem do G1, Luiz Alberto Rodrigues foi o membro da comissão responsável por fazer o comunicado, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo: “A gente considerou essa hipótese: que filme teria maior potencial para seduzir o júri da Academia a escolher como concorrente a filme de língua estrangeira?”

Ao final do evento-homenagem, os jornalistas brasileiros perguntaram o que Kleber havia achado do argumento de que, traduzido para o bom português, Aquarius não teria “cara de Oscar”. A resposta: “Eu não sei o que é um filme ter uma cara de Oscar. Rocky, um Lutador, tem cara de Oscar? Crash [No Limite] tem cara de Oscar? O Tesouro de Sierra Madre tem cara de Oscar? Eu só acho que cada governo tem uma política de audiovisual estratégica. E talvez [essa] seja uma política muito correta para o nosso atual governo”.

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