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Cinema · · 2 min de leitura ·

Festival de Toronto 2016: Saiba o que esperar de Grave, filme de canibalismo que

Festival de Toronto 2016: Saiba o que esperar de Grave, filme de canibalismo que




“Sim, várias pessoas passaram mal; sim, foi notícia no mundo todo”. Assim o programador da mostra “Midnight Madness” do Toronto International Film Festival (TIFF) 2016, Colin Geddes, anunciou, com entusiasmo, a exibição de Grave, na tarde desse sábado, 17, na mostra canadense.

Ele se referia à sessão da meia-noite do último dia 12 para 13 de setembro, quando “uma ambulância teve que ser chamada ao local assim que o filme se tornou demais para alguns clientes”, segundo o agente comercial do longa, Ryan Werner, disse.

“A diretora culpou os burritos e pastramis que as pessoas comeram antes”, brincou Colin. “É [só] um filme de desabrochar da idade da idade, gente!”, conclui em tom irônico.

Apesar da piada, o programador do TIFF tem razão. Grave conta a história de Justine (Garance Marillier), uma espécie de Harry Potter da veterinária, filha de um casal bem-sucedido da área, irmã de uma veterana do mesmo curso, que acaba de ingressar na universidade onde estudaram/ estudam seus parentes.

Aos poucos, a menina, em fase de experimentação, vai descobrindo suas preferências, o que inclui um gosto bem peculiar pelo… canibalismo? Isso mesmo! Escrito e dirigido pela francesa Julia Ducournau, Grave, seu primeiro longa, é um drama de horror que carrega nas tintas (vermelhas) para apresentar, com muita elegância, diga-se, um conto que trata do tema universal do desabrochar para a maturidade.

De forma inteligente, a realizadora se aproveita dos códigos dos filmes de horror para contar um bom drama – ou o contrário. Claro que o gore está presente, mas – se é que é possível por nesses termos – sem exagero (leia a crítica completa aqui).

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