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Cinema · · 2 min de leitura ·

Festival do Rio 2013: Manifestações no centro da cidade e protesto no cinema

Festival do Rio 2013: Manifestações no centro da cidade e protesto no cinema




Polêmico jornalista americano apresenta seu filme, que denuncia os crimes do governo, e os tumultos na Cinelândia provocaram mudanças na programação das sessões do festival. Entenda o que aconteceu.

Terça-feira, 1º de outubro. Enquanto na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, o cenário era de guerra, com policiais militares, lançando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes, na Gávea, zona sul da cidade, o jornalista americano Jeremy Scahill apresentou seu polêmico documentário Guerras Sujas. O longa é um grande protesto que denuncia sem meias palavras as operações secretas do exército, que assassinaram diversas pessoas desde os ataques de 11 de setembro.

Scahill (foto acima) manifestou solidariedade aos repórteres e pessoas, vítimas da truculência policial nos protestos das ruas, e criticou também o escândalo envolvendo Agência de Segurança Nacional americana e o monitoramento de cidadãos brasileiros, como a presidente da república. As palmas da plateia, que enchia a sala, vieram em seguida.

Para quem ainda não tinha ouvido falar, Scahill é o autor do best-seller "Blackwater". O livro deu visibilidade para o seu trabalho de investigador de histórias sigilosas, bem diferentes das versões divulgadas pelo governo americano em áreas de conflito, como Afeganistão e Somália, entre outras.

Sem apoio de grandes empresas ou financiadores, o repórter disse que "esmolou" mesmo para poder realizar o longa em parceria com o diretor Rick Rowley, que tem 10 anos de experiência como câmera em zonas de conflito. Segundo ele, Rowley fez ainda a edição, fez as correções nas cores e teve a boa ideia de botar um rosto (no caso ele) para aparecer no filme.

Brincando que nenhum dos dois tinham feito jornalismo na faculdade, afirmou acreditar que os melhores jornalistas são os que têm sujeiras debaixo das unhas, que mostram que os governos estão mentindo e não deixam de contar a história de pessoas comuns. A plateia aplaudiu.

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