Festival Guarnicê 2016: Chico Diaz apresenta drama sobre relação corroída entre pai e filho

A Travessia, de João Gabriel, foi o longa-metragem do dia na mostra competitiva. Entre os curtas, o destaque foi E O Galo Cantou, de Daniel Calil, que também conta com Diaz no elenco.
O 39º Festival Guarnicê de Cinema chegou a sua metade final na última quinta-feira (9) e a mostra competitiva contou com as sessões do longa-metragem Travessia e dos curtas Ameaçados, E o Galo Cantou, Ainda Não Lhe Fiz Uma Canção de Amor e Cláudio Costa.
Presente no elenco do filme principal e do curta E o Galo Cantou (que assistiu pela primeira vez na noite de ontem), o ator Chico Diaz foi a figura central do dia no Teatro da Cidade de São Luis.
"O Travessia me traz muita alegria, por ser um filme diferenciado do panorama atual, no sentido de que discute profundamente relações humanas, algo que está um pouco fora de moda", afirmou o ator que é conhecido do grande público por suas atuações em novelas da Rede Globo, mas também tem uma extensa carreira nos cinemas, com atuações em 50 produções.
Emocionado, João Gabriel, diretor do longa-metragem, recordou a gênese do projeto, que venceu o Festival Aruanda em 2015. "Esse filme é muito especial porque é um trabalho coletivo de criação entre eu e meu irmão, que faleceu ano passado. A gente passou muitos anos pensando e construindo esses personagens, essa história."
Gabriel também aproveitou a ocasião para tecer elogios à atuação de Diaz. "Chico foi o cara que veio dar vida a esse personagem, que é um personagem que atordoou nossas mentes", disse. "Quando a gente escreve, a gente pode ir para todos os lugares e o personagem se torna algo vivo dentro da gente que não está materializado ainda. Chico veio materializá-lo de maneira magnífica."
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