Festival Guarnicê 2016: O cinema esfíngico de O Signo das Tetas e documentário sensorial se destacam

Segundo dia do festival inaugurou a mostra competitiva deste ano e contou com a projeção do mais recente longa-metragem do diretor maranhense Frederico Machado. Entre os curtas, sobressai o excepcional Das Águas Que Passam.
O estilo hermético e existencialista de O Signo das Tetas e a exuberante plasticidade de Das Águas Que Passam foram os pontos altos do segundo dia do 69º Festival Guarnicê de Cinema.
O Teatro da Cidade de São Luis recebeu na noite de terça-feira (06) as primeiras sessões de filmes que integram a mostra competitiva do festival maranhense: quatro curtas e um longa-metragem.
Logo de início, vale destacar que a qualidade técnica do projetor do Teatro da Cidade foi superior à apresentada na noite anterior, no Teatro Artur Azevedo, na sessão especial de A Frente Fria Que a Chuva Traz, que abriu o evento.
O primeiro curta exibido foi a produção paranaense Tereza, de Mauricio Baggio, que acompanha as reflexões de um presidiário sobre o valor da liberdade. Em questões técnicas, observa-se um trabalho bem apurado, com uma boa trilha sonora composta por Jaime Zenamon, uma montagem afiada e uma competente fotografia nas cenas noturnas. Entretanto, os diálogos pouco espontâneos e uma reviravolta menos impactante do que se propõe a ser fazem Tereza deixar muito a desejar.
Em seguida, foi apresentado o belíssimo documentário capixaba Das Águas Que Passam, que expõe um olhar fascinante sobre a rotina de alguns pescadores na Vila Regência, no litoral do Espírito Santo. O trabalho examina o elo que se estabelece entre a natureza e a comunidade ao seu redor com um apuro estético atraente, fruto de um exercício cinematográfico robusto e poético assinado pelo diretor Diego Zon.
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