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Cinema · · 3 min de leitura ·

Festival Varilux: Confusão de línguas e piadas no encontro com os convidados

Festival Varilux: Confusão de línguas e piadas no encontro com os convidados




Diretores e atores dos filmes franceses presentes no festival conversaram com a imprensa e deram entrevistas exclusivas ao AdoroCinema.

O AdoroCinema esteve presente na coletiva de imprensa do Festival Varilux de Cinema Francês, que trouxe oito representantes dos filmes exibidos, e pôde conversar com cada um deles, para falarem de seus filmes e de suas carreiras. O clima foi de grande descontração e interesse pelas culturas estrangeiras – da França ao Brasil, passando pelos cinemas do Senegal e dos Estados Unidos.

Estavam presentes a atriz e diretora Nadine Labaki e o compositor Khaled Mouzanar (E Agora, Aonde Vamos?), a atriz Agathe Bonitzer e o diretor Thierry Binisti (Uma Garrafa no Mar de Gaza), a atriz Isabelle Candelier (Adeus Berthe ou O Enterro da Vovó), o diretor Jean-Pierre Denis (Aqui Embaixo), a atriz Astrid Berges-Frisbey (A Filha do Pai) e o diretor senegalês Moussa Touré (O Barco da Esperança).

Cada um apresentou seu filme e falou sobre o prazer de estar no Brasil, comentando sobre os bastidores dos filmes que eles ajudam a promover. A confusão de línguas imperou, entre convidados e jornalistas tentando falar inglês, português misturado com espanhol e arranhando o francês… Isso também levou a diversas piadas sobre choque de nacionalidades e línguas. Curiosamente, todos têm relações estreitas com países estrangeiros: Astrid Bergès-Frisbey fez filmes nos Estados Unidos, com o diretor Rob Marshall (ela aparece em Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas), assim como Isabelle Candelier (que fez Um Bom Ano com Ridley Scott, e mora entre a França e os Estados Unidos). Agathe Bonitzer teve que aprender hebreu para Uma Garrafa no Mar de Gaza, Moussa Touré transita entre o francês e diversas línguas africanas, e Nadine Labaki domina tanto o francês quanto o árabe. Jean-Pierre Denis, um apaixonado por história, preferiu fazer o primeiro filme de sua carreira em uma língua já desaparecida, o occitano.

Todos falaram sobre a profissão artística de maneira bastante profissional, sem jamais vangloriar as produções americanas, ou defenderem apenas o patrimônio francês. Coube ao militante Moussa Touré a ideia de que, "mesmo assim, ator e diretor são inseparáveis, um filme é como uma história de amor, os dois estão fazendo um bebê juntos". Mas Isabelle Candelier quis precisar: "Mas isso é só uma metáfora! Nós, atores, não dormimos com os diretores não! Exceto a Kristen Stewart, claro." Os risos tomaram conta da plateia, marcando este encontro bastante amigável.

T.B.: "Dizem que o filme é uma história de amor, mas não é nada disso… Existe algo que acontece entre os dois, mas é misterioso, é mais próximo da amizade. Disseram até que ele se parecia com Romeu e Julieta, por causa da oposição Israel-Palestina, mas ele está muito distante disso. O final não é trágico, nós queríamos um final luminoso, porque esta é a visão que nós temos do mundo… Nós chegamos antes das filmagens para entrar em imersão com a juventude local. Eu queria que Agathe…

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