“Gays, lésbicas e transgêneros ainda são invisíveis em Hollywood”, aponta relatório da GLAAD sobre cinema em 2016

Apenas dois grandes lançamentos continham imagens positivas de personagens LGBTQ.
A cada ano, a GLAAD ("Aliança de Gays e Lésbicas Contra a Difamação", em inglês) premia os filmes que mostram imagens positivas de personagens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros nas artes, incluindo o cinema, televisão, literatura, música etc.
No que diz respeito ao cinema, 2016 trouxe muitos filmes independentes inclusivos em relação à diversidade sexual e de gênero (como A Criada, Other People, Those People) e uma quantidade expressiva de séries com as mesmas características (Transparent, How to Get Away With Murder, Grace and Frankie, Crazy Ex-Girlfriend).
No entanto, um aspecto é preocupante: a falta de blockbusters com personagens LGBTQ. O ano passado trouxe apenas dois filmes exibidos em circuito nacional com homens e mulheres LGBTQ: Moonlight – Sob a Luz do Luar, indicado ao Oscar, e Star Trek: Sem Fronteiras. Vale lembrar que este último foi fortemente criticado por incluir um personagem gay (Sulu, interpretado por John Cho).
Sarah Kate Ellis, presidente da GLAAD, emitiu uma opinião clara a respeito: "Pessoas LGBTQ ainda são invisíveis nos filmes de Hollywood". Ela pede maior atenção às histórias sobre minorias, destacando projetos que "celebrem os muçulmanos e imigrantes que tornam este país grandioso", em referência às novas medidas xenofóbicas do governo norte-americano.
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