Cybercode
Adorocinema
Adorocinema
Cinema · · 3 min de leitura ·

George Clooney defende Meryl Streep de Donald Trump, que chamou a atriz de “superestimada”

George Clooney defende Meryl Streep de Donald Trump, que chamou a atriz de "superestimada"




Além de atuar e dirigir filmes, George Clooney também é também um ativista de causas humanitárias e relacionadas aos direitos humanos e não hesitou em defender Meryl Streep dos comentários de Donald Trump, que chamou a atriz mais celebrada e premiada de sua geração de "superestimada" após ser criticado pela artista durante um discurso no Globo de Ouro.

Como de costume, o presidente-eleito dos Estados Unidos xingou muito no Twitter após Streep pedir mais empatia e repudiar Trump, que durante sua campanha debochou de forma grosseira de um repórter deficiente. O ex-apresentador do reality show O Aprendiz gesticulou grotescamente durante um comício para fazer chacota do jornalista Serge Kovaleski, do jornal The New York Times, que é portador de uma doença congênita que faz com que seus braços sejam atrofiados.

Durante um evento na The Clooney Foundation for Justice para promover o documentário Capacetes Brancos, realizado na última segunda-feira (9), George Clooney concedeu uma entrevista para a revista People onde, sarcasticamente, fingiu concordar com Trump. "Eu sempre disse isso sobre a Meryl. Ela é a atriz mais superestimada de todos os tempos. Eu e ela trabalhamos juntos em O Fantástico Sr. Raposo onde dublamos marido e mulher e eu te digo que, mesmo como uma raposa fêmea ela é superestimada", disse, brincando. "Falando sério, você [Trump] não deveria estar comandando o país?", perguntou Clooney de forma retórica.

"Nós temos que esperar que ele faça um trabalho decente porque quando o presidente dos Estados Unidos falha, coisas muito terríveis acontecem. Nós tivemos muita sorte enquanto país por muito tempo. Eu acho que vai nos faltar sorte agora, mas eu espero o melhor. Veja bem, eu não votei nele, eu não o apoiei e não acho que ele seja a escolha correta", afirmou o ator, que apoiou a candidata Hillary Clinton durante as eleições presidenciais americanas. A democrata venceu o pleito no voto popular por uma margem de mais de 2 milhões de votos, mas foi derrotada no Colégio Eleitoral. "Nós temos que esperar que ele não destrua tudo", completou o ator.

Produzido pela Netflix, o documentário Os Capacetes Brancos, dirigido por Orlando von Einsiedel acompanha os voluntários da ONG Defesa Civil Síria, que atua no Guerra da Síria e alega já ter resgatado mais de 60 mil pessoas em áreas de conflito. Clooney recentemente comprou os direitos do filme, que está na lista de pré-indicados ao Oscar de melhor curta-metragem documentário, e planeja rodar um drama baseado na mesma história.

"O que faz pessoas famosas se envolverem nesse tipo de causa é o fato ninguém saber nada sobre elas", justificou o ator. "Eu não posso mudar a política, mas eu posso amplificar as coisas. Os cineastas [responsáveis por Os Capacetes Brancos] são os verdadeiros corajosos. São eles que estão fazendo todo o trabalho e são os heróis. Então, se eu puder ajudá-los a fazer com que todos saibam sobre o que está acontecendo, acho que é um bom uso do meu status de celebridade".

Publicidade