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Cinema · · 2 min de leitura ·

Gramado 2014: Entrevista exclusiva com Vicente Ferraz, diretor de A Estrada 47

Gramado 2014: Entrevista exclusiva com Vicente Ferraz, diretor de A Estrada 47




Filme sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial está na disputa pelos Kikitos!

Exibido na mostra competitiva nacional do Festival de Gramado, A Estrada 47 desponta como um dos favoritos aos Kikitos deste ano. Com um apuro técnico impressionante, graças à recriação do ambiente enfrentado pela Força Expedicionária Brasileira durante as batalhas ocorridas na Segunda Guerra Mundial, o longa-metragem também chama a atenção pela abordagem humana da tropa liderada pelo personagem de Júlio Andrade e o tom crítico à operação como um todo.

Entrevistamos o diretor do filme, Vicente Ferraz, que falou um pouco sobre a verdadeira saga que foi rodar em pleno inverno europeu e ainda os bastidores das filmagens. O resultado você confere logo abaixo.

ADOROCINEMA: Você vem de um filme muito elogiado, Soy Cuba – O Mamute Siberiano, que também deu muito trabalho a ser feito.

VICENTE FERRAZ: Foi um trabalho diferente, porque exigiu muita pesquisa. Em A Estrada 47 o trabalho foi físico, por causa da dificuldade de andar na locação devido à neve. Soy Cuba está muito ligado à minha vivência como estudante de cinema, ter ido morar em Cuba tão cedo, minha paixão pelo cinema latino-americano… Mas mesmo a pesquisa, buscar material de arquivo, foi duro também.

VICENTE: Descobri isso sem querer, sabia? Não tenho uma formação acadêmica, mas leio muito e acabo descobrindo com os filmes que fiz. Tenho outro documentário que fiz, Arquitetos do Poder, sobre as campanhas políticas, que tem uma curiosidade. Quando estava filmando em Brasília estourou o escândalo do conhecido mensalão. Então tinha entrevista marcada com Duda Mendonça, Genoíno… Consegui no documentário retratar aquele momento da história.

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