João Vicente de Castro, sobre o filme Réveillon: “vai ser a primeira comédia brasileira sem anão”

Visitamos em SP o set da nova produção da O2, e conversamos com Luana Piovani, Paulo Tiefenthaler e Julia Rabello, entre outros.
Conhecida pela produção de filmes autorais, como Ensaio Sobre a Cegueira, Cidade de Deus e Xingu, a produtora O2 Filmes vai lançar sua primeira comédia em dez anos (desde Viva Voz, de 2003). Trata-se de Réveillon, longa baseado na peça O Banheiro, de Pedro Vicente. Dirigido por Fábio Mendonça (da série da HBO Destino) o filme, orçado em R$5,5 milhões, tem distribuição da Paris Filmes/ Downtown Filmes e deve estrear (uma taça de Sidra Cereser para quem adivinhar) perto da virada do ano.
Entre azulejos cobogós, muitas garrafas de cerveja (cenográficas) e até um Maverick estacionado ao lado da cozinha, o AdoroCinema acompanhou nesta terça-feira, 12, nos estúdios da produtora em Cotia (SP), a cena em que Duda (Paulo Tiefenthaler) canta para Rosa (Luana Piovani) os versos “Réveillon nosso amor, yeah”, da canção que fez para ela, que recebe a homenagem emocionada.
Na história, Duda NÃO é casado com Rosa. O roqueiro quarentão que parou no tempo, mais especificamente nos anos 1980 – daí o visual do cenário, e o cafona rabo de cavalo ostentado pelo personagem – é marido de Ana (Julia Rabello, do canal Porta dos Fundos). “Vocês viram essa cena?”, se espanta Luana Piovani em entrevista aos jornalistas. “Não era para contar que eles têm um caso. Não põe isso na matéria”, pede a atriz. Tarde demais – e, antes que nos acusem de spoiler, a informação está no site da O2.
No longa, Ana decide dar uma baita festa de Réveillon em sua casa. Lá pelas tantas, Duda confessa a ela que está indo embora depois da virada do ano. Ele, na verdade, está de caso com a vizinha Rosa, casada com Mario (Marcos Palmeira). Além de Luana Piovani, Julia Rabello e Paulo Tiefenthaler, o diretor, a produtora Andrea Barata Ribeiro e os atores João Vicente de Castro (também do Porta, que vive o Rica) e Luana Martau (Alê) também participaram da entrevista coletiva. “A minha personagem é a amiga da Ana…” – “que não a ajuda em nada”, interrompe Julia Rabello – “… e que, ao invés de pular sete ondas, já que eles não estão na praia, combina com o namorado que ele vai ‘comê-la’ sete vezes”, revela Martau. João Vicente é o namorado.
“O desafio é contar a história de uma festa só pelos bastidores. É uma comédia de erros, não de piadas”, explicou Mendonça. Réveillon tem mais personagens do que o texto de Pedro Vicente. A idéia foi diluir o ponto central de tensão em tramas paralelas. Outra diferença é que a peça se passa inteiramente em um banheiro e a produção do filme resolveu usar três toaletes. “O receio era que o filme ficasse hermético, pouco acessível”, comentou o diretor. Foram, então, usados, dois banheiros auxiliares e um principal que, em algumas cenas chega a comportar oito pessoas em quadro. “Vocês podem notar que parece uma bagunça, mas é tudo muito rígido”, comentou o diretor de arte, Cássio Amarante, sobre o chão propositadamente sujo, os papéis higiênicos…
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