Kleber Mendonça Filho, diretor de Aquarius, se defende contra acusações de membro da comissão do Oscar

Uma das pessoas que escolherá o representante do Brasil no Oscar tem feito ataques ao cineasta.
Há algumas semanas, as redes sociais têm sido palco de uma polêmica relacionada à escolha do filme brasileiro que representará o país no Oscar 2017.
O processo de seleção ainda nem começou, e a comissão que escolherá o filme nacional não está completa. Mas o primeiro nome anunciado despertou polêmica: trata-se do crítico Marcos Petruccelli, da rádio CBN, um veterano da imprensa conhecido pelas ideias conservadoras.
Petruccelli publicou diversos comentários na Internet contrários a Aquarius, único longa-metragem brasileiro que concorreu à Palma de Ouro no festival de Cannes e, por esta razão, um dos nossos candidatos mais fortes à disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro. Além disso, o filme venceu o festival de Sydney e tem distribuição garantida em 60 países.
Mesmo sem ter assistido à produção, o crítico atacou o diretor de Aquarius, Kleber Mendonça Filho, pelo posicionamento político durante o festival. Na época, o cineasta e outros membros da equipe (Sônia Braga, Maeve Jinkings, a produtora Emilie Lesclaux etc.) levantaram placas contrárias ao impeachment de Dilma Rousseff, denunciando à mídia a existência de um golpe em andamento no Brasil.
Entre os ataques feitos por Petruccelli, consta a acusação de que o diretor foi ao festival francês "de férias", levando cerca de 30 pessoas cujas viagens ele supunha terem sido pagas com dinheiro público. Em comentários na Internet, o crítico da CBN confirmou que não sabia exatamente quem financiava as viagens.
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